Racista que agrediu funcionário de posto vai usar tornozeleira até julgamento

Empresário também está proibido de sair de casa à noite nos fins de semana e não pode se aproximar de vítimas

O homem que cometeu atos de racismo e xenofobia em um posto de combustíveis no Boqueirão, em Curitiba, está desde já obrigado a usar tornozeleira eletrônica. O período inicial da medida, de acordo com a determinação judicial, é de 90 dias, mas pode ser prorrogado.

Marcelo Francisco da Silva também terá de cumprir outras restrições até seu julgamento. O autointitulado empresário não poderá chegar a menos de 200 metros do posto onde trabalham as vítimas de suas ofensas; não pode contatar as vítimas por nenhum meio; e precisa ficar em recolhimento domiciliar entre as 20h às 6h e nos finais de semana.

O Ministério Público ofereceu nesta sexta-feira (20) a denúncia contra Silva. Agora, cabe ao
Judiciário determinar a abertura de um processo criminal. O crime de injúria racial prevê pena de dois a cinco anos de reclusão.

Racismo

Marcelo Francisco cometeu os crimes no dia 14 deste mês, num posto na Marechal Floriano. Um funcionário cobrou que ele pagasse por um macarrão instantâneo antes de comer, e Marcelo começou com as ofensas. Tanto o frentista quanto o caixa, que filmou a cena toda, foram insultados.

Dizendo que era empresário e humilhando os dois, Marcelo chamou o frentista de “nordestino dos infernos”, “neguinho” e “macaco”. Além disso, ameaçou a vítima fisicamente e disse que voltaria, insinuando que ia agredir os dois.

Quando compareceu à delegacia, Marcelo e seus advogados admitiram tudo mas disseram que a culpa é do problema com a bebida e com as drogas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O Plural se reserva o direito de não publicar comentários de baixo calão, que agridam a honra das pessoas ou que não respeitem níveis mínimos de civilidade. Os comentários são moderados por pessoas e não são publicados imediatamente.

Rolar para cima