O fim dos contratos de pedágio nas rodovias do Anel Viário ensejou uma postura mais crítica do governo diante das concessionárias que por mais de 20 anos cobraram altos valores dos paranaenses e entregaram muito pouco, como mostra um levantamento recente feito pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) e divulgado pelo governo. Segundo a auditoria, cerca de 18,7% das faixas de rolamento e acostamentos das rodovias do Anel de Integração não atendem aos requisitos mínimos de qualidade determinados em contrato.
O levantamento realizado entre abril e setembro deste ano, verificou que as seis concessionárias de pedágio encerraram seus contratos com irregularidades na superfície do pavimento, o que afeta o deslocamento de veículos, aumenta o desgaste e prejudica a drenagem de águas da chuva.
A porcentagem de rodovias com estes problemas em cada lote é de 54% no lote 1 (Econorte), 13% no lote 2 (Viapar), 8% no lote 3 (Ecocataratas), 18% no lote 4 (Caminhos do Paraná), 12% no lote 5 (Rodonorte) e 20% no lote 6 (Ecovia).
“De posse da valoração das correções necessárias, será exigido judicialmente das Concessionárias o ressarcimento indenizatório ao Estado, garantindo ao usuário a justa utilização dos valores arrecadados nos pedágios, o que
já pode ser presenciado nas demais ações judiciais para exigir a realização e conclusão de obras remanescentes dos contratos de concessão”, diz trecho do documento
“Contratamos serviços especializados, utilizando verba de fiscalização, sem custos aos cofres públicos, que empregaram equipamentos modernos e específicos para avaliar as pistas de rolamento e acostamentos, indo além da fiscalização que o DER já realiza normalmente. Agora vamos tomar as medidas necessárias para ressarcir os usuários dos pedágios, e também disponibilizar a versão final da auditoria, um documento extremamente técnico e muito bem embasado, para os órgãos de controle, que poderão utilizá-lo como base para suas próprias ações”, explica o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti.



A ausencia de atitude do Estado explica os desvios ocorridos nestes 23 anos de compadrismo.
Alguem esta surpreso que a magia só fez roladas e faturou bilhões ? Criaram até um cabidão chamado AGEPAR para “fiscalizar” … Ahhh a endogamia politica do Paraná … desde 1854 o MESMO grupo politico no poder …
O governo teve 20 anos para fiscalizar as concessões e só agora resolveu agir? Aprovou todas os aumentos tarifários e só agora descobriu defeitos nas obras? Parece jogo de cartas marcadas, onde o idiota é o paranaense!
É por isso que os contratos deveriam ser só para manutenção e atendimento aos usuários, e com prazo mais curto, no máximo cinco anos. As obras seriam custeadas com parte da arrecadação dos pedagios, e licitadas uma a uma.
Nos modelos atuais, as estradas concedidas por prazos muito longos e com exclusividade para as concessionárias, se tornam na prática verdadeiras “capitanias hereditárias”.
Em tempo: onde estava o DER nesse tempo todo? Não era o órgão encarregado de fiscalizar o andamento dos serviços?