Um vídeo que circula pela Internet mostra novamente as ondas da praia brava de Caiobá destruindo o trabalho de engorda da orla feito pelo governo do Paraná. O vídeo foi feito neste fim de semana, quando a maré voltou a subir depois de duas semanas.
Uma ressaca forte no litoral paranaense já havia causado estragos na obra no mês anterior. Um grupo de pesquisadores da UFPR que acompanha o trabalho critica a decisão do Instituto Terra e Água de não criar gabiões antes do início da obra – a proteção poderia impedir que a obra siga sendo destruída a cada vez que a maré fica mais forte.
O governo do Paraná nega que haja erro na obra, que está orçada em cerca de R$ 500 milhões. A obra da engorda é questionada por ambientalistas e pelo Ministério Público do Paraná, entre outros fatores, por não contar com uma licença ambiental. O governo está usando uma licença de uma tentativa anterior de fazer a obra, de 2010 – porém, segundo os promotores e os técnicos, a obra prevista na época era completamente diferente.
O MP entrou com um pedido para que a obra seja interrompida e para que o contrato com o Consórcio Sambaqui, vencedor da licitação, seja considerado nulo. No entanto, o juiz Flávio Antônio da Cruz, da 11ª Vara Federal de Curitiba, que levou onze meses para analisar o caso, decidiu que no momento de seu despacho já era tarde demais para interromper os trabalhos sem danos maiores para o erário.



Estamos passando pelo aumento do nível do mar. Também, o mar está pedindo o que lhe pertence.