O número de famílias que recebem auxílio governamental em Curitiba pode praticamente dobrar em relação a 2019 se o governo federal cumprir a meta de zerar a fila do Bolsa Família em dezembro. Desde outubro de 2019, a capital viu o número de atendidos pelo programa aumentar mais de 45%, com um acréscimo de 13 mil famílias. Hoje, outras 12,3 mil famílias curitibanas estão no Cadastro Único dentro dos critérios para receber o Auxílio, mas ainda não foram contempladas.
Com isso, o total de pessoas que receberão o Auxílio Brasil (que substituiu o Bolsa Família) chegará a 53 mil, 88% a mais que em outubro de 2019 e maior número de famílias já contempladas na cidade por programas do governo. A previsão do governo federal é começar a pagar o novo benefício ainda este mês. Segundo dados do Cadastro Único, pelo menos 12,3 mil famílias curitibanas tem renda mensal por pessoa de até 178,00, mas não recebiam o Bolsa Família.
O número, porém, pode ser maior uma vez que o decreto que instituiu o Auxílio Brasil aumentou a faixa de renda mensal por pessoa para R$ 200,00, mas os dados do Cadastro único ainda não foram atualizados. Há também a possibilidade de mais pessoas procurarem a Fundação de Ação Social (FAS) para atualizar ou fazer o cadastro.
A FAS nega que haverá aumento no número de beneficiários do Auxílio Brasil porque este contemplará “a mesma população que recebe o Bolsa Família”. Ou seja, os 41.830 beneficiários do programa em outubro de 2021.
Mesmo sem o acréscimo de mais esse grupo, o número de pessoas que recebem o auxílio na capital paranaense já o maior desde dezembro de 2010, quando 42,7 mil famílias estavam no Bolsa Família. Se zerar a fila do Cadastro único, o Auxílio Brasil terá o maior número de beneficiários de programa em Curitiba dos últimos 17 anos. Só em 2021 a capital recebeu um aporte de R$ 44,3 milhões de benefícios pagos pelo programa. Até hoje, o maior número de curitibanos inscritos no Bolsa Família foi de 49 mil famílias, em dezembro de 2009.



