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Ainda não saiu do papel a obra de street art (arte urbana) prometida pela prefeitura como compensação ao idealizador do projeto do mural “Jack Bobão”, Celestino Dimas. A obra foi apagada pela falta de comunicação entre a Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), junto com a aplicação de multas ao prédio, previstas em legislação municipal que enquadra a arte como “publicidade” (Lei 8471/1994).
Leia aqui a reportagem do Plural que esclarece por que o mural acabou sumindo de Curitiba.
Promessas
Desde o momento em que “Jack” saiu da cena curitibana para cá, muito papo rolou, mas nada de concreto, conforme apurou o Plural. O prefeito Rafael Greca divulgou em suas redes sociais o convite feito à Dimas para produzir uma outra obra ali e, em texto publicado na agência municipal de notícias em 11 de novembro de 2022, foi afirmado o seguinte: “O novo painel será feito dentro do edital de credenciamento lançado pela Fundação Cultural de Curitiba em outubro”.
Edital de credenciamento
Esse edital previa valor insuficiente para cobrir os custos e o artista nem participou do cadastramento. A partir de então, vários encontros entre os representantes da FCC e Dimas aconteceram, mas o desenho de uma saída não se concretizou. Contudo, em reunião realizada nesta terça-feira (11), parece que o rascunho está tomando forma. A promessa é de que um edital seja lançado em breve para limpar as camadas de confusão jogadas sobre “Jack Bobão”, o que permitiria a produção de uma nova obra no segundo semestre.
Edital desenhado para a arte de rua
Não se sabe nada sobre o local, se seria o mesmo ou não, nem se a verba seria um repasse direto (como as do Fundo Municipal de Cultura) ou algo similar ao mecenato (que envolve renúncia fiscal e captação de recursos). Mas o edital deve misturar um tom de compensação com várias nuances de obrigações jurídicas, assim tem chance de favorecer também outros artistas que produzem murais com grafite e estêncil, além de Dimas. Pois esse mecanismo é aberto para a concorrência de diferentes interessados e precisa ter critérios estabelecidos para selecionar os aprovados.



Mais uma bola fora do ex-ministro da Cultura, o prefeito que fez questão de não ajudar o Festival de Teatro de Curitiba.