Para pensar uma algorética

Uma ética de algoritmos para frear os excessos de um dataísmo eufórico.

Após as revoluções copernicana, darwinista e freudiana, a revolução dos algoritmos aliados às inteligências artificiais exigirá que as perspectivas da realidade e do ser-humano sejam novamente repensadas.

O desenvolvimento exponencial dessas tecnologias implicará grandes avanços científicos e sociais, mas muitas dessas mudanças já provocam inúmeras dúvidas e receios.

Como lidar com a tomada de decisões por veículos autônomos não tripulados? Até onde é adequado que a saúde dos pacientes seja monitorada por sistemas de processamento de dados, encarregados de filtrar quem necessita ou não de atendimento? Quais as consequências de alimentar, através de algoritmos, uma “política do espetáculo”, polarizada e formada apenas por narrativas emocionais e passionais, em detrimento dos debates e da argumentação?

É preciso pensar em uma ética de algoritmos para frear os excessos de um dataísmo eufórico.

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