Uma herança maldita – e bota maldita nisso  

Da pretensa República de Curitiba chegamos ao país da gripezinha e a uma enxurrada de coisas absurdas – e não foi por falta de alertas

O tempo é o senhor da razão. A frase, que pode servir de bálsamo para muitas situações, entrou para a história por conta do escritor Marcel Proust. E remete ao texto de Mino Carta na edição desta semana da Carta Capital, que é do jornalismo correto, posto que plural… Na edição anterior, de 16 de novembro, número 1234, a revista estampa na capa, atrás de barras de ferro, fotos de Sergio Moro e Deltan Dallagnol. O título, em caixa alta:              

ELES MERECEMO CERTO SERIA VER SERGIO MORO E DELTAN DALLAGNOL NA CADEIA, NÃO NO CONGRESSO NACIONAL

O texto, ocupando 4 páginas, assinado por Mino Carta, é fulminante já no título: A farsa e a tragédiaA Lava Jato foi a sórdida manobra urdida para eleger Bolsonaro e afastar Lula de vez da política brasileira

– A condenação de Lula sem provas foi de saída o intuito das torpes figuras da República de Curitiba.  

Ainda do texto de Mino Carta: 

– A truculência bolsonarista despertou em largas áreas da população brasileira inconfundíveis laivos fascitoides, que a recente excitou além das contas. É o que se verifica hoje nas manifestações a se multiplicarem de um dia para outro contra o resultado eleitoral que levou à derrota o vencedor de 2018. A quantidade crescente de cidadãos que a Lula teria preferido Bolsonaro e que acorrem à porta dos quartéis como ao muro para suas lamentações vale como demonstração deste súbito surto de bolsonarismo. O povo aglomera-se diante de quartéis enquanto Bolsonaro derrota a si mesmo. Loucos ou fascitóides? É o título na capa da revista; herança maldita é o título da matéria assinada por Mino Carta.  

PS: Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe…  

Provérbio português 

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