Recorrendo ao passado até achar algumas respostas 

Além das gírias, os ditados populares – que buscavam suavizar a rotina das pessoas - marcaram época também por pinçar coisas do arco-da-velha

Breve diálogo ouvido em uma agência bancária de Curitiba, praticamente vazia, já que era a (outrora reverenciada como sagrada) hora do almoço:  

– E o presidente da gripezinha, sumiu do mapa? 

– Escafedeu-se… 

Breve silêncio por força de uma dúvida pairando no ar:  

– Nossa… O que houve com ele? Escafes… es… caf… Como é que é mesmo? 

– Escafedeu-se. Com medo, tratou de fugir, tirar o time. E mais: fugiu de mala e cuia.  

– Ainda bem. De mala e cuia, antes ele do que eu. Cada macaco no seu galho… 

E o alguém, aquele que estava por perto, depois de ouvir “cada macaco no seu galho”, decidiu seguir em seu caminho. Longe dos galhos, até porque, na rua onde mora, um gramado hoje totalmente pisoteado e amarelado substitui as árvores – e mais: por aqui, os macacos ficam numa boa mesmo quando estão no Passeio Público.  

Palavras – incluindo as cruzadas 

Em casa, sacou da escrivaninha As Palavras, de Jean-Paul Sartre, edição de 2005, livro considerado “uma obra-prima de autoanálise, já que Sartre explora como as palavras, a linguagem e os livros se conectam com a experiência humana”. Nele, há uma anotação, a lápis, no canto da terceira página:    

Os livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas

Mario Quintana, o grande poeta gaúcho.  

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