Pequeninas coisas – mas de grande utilidade 

Quem diria - do metal entortado para unir blocos de pedra em antigas construções no Irã chegamos ao clipe, útil até hoje

Por conta do retorno triunfal de Lula à cena política – eleito pela terceira vez, com aplausos de chefes de poderes e autoridades estrangeiras – há quem tenha voltado no tempo. Isso ao sacar de gavetas documentos e fotografias sobre a histórica figura (Luiz Inácio Lula da Silva; Garanhuns, 27 de outubro de 1945) do metalúrgico e muito mais do que um líder sindicalista. 

Passo seguinte, no mexe remexe, inevitáveis perguntas: quem inventou a caneta? 

– Em 12 de fevereiro de 1884, o corretor de seguros Lewis Waterman, de Nova York, patenteou uma invenção que se tornaria revolucionaria: um utensílio para escrever que dispensava ser mergulhado na tinta – e não borrava.  

E as canetas passaram a ser uma das coisas mais importantes da história da humanidade. Graças a elas começamos a escrever e passar informações para as gerações vindouras. Obras de escritores como Shakespeare ou as maiores descobertas científicas de Galileu, Newton ou Da Vinci não seriam de conhecimento comum se não fossem eternizadas por meio da pena de uma caneta. 

Unindo a papelada 

Hoje em dia, mesmo com as altas ou altíssimas tecnologias, o papel ainda tem fundamental utilidade. Sem esquecer o talão de cheques. E, do papel, vamos ao clipe. Aquela pequena peça feita de metal (ou plástico) utilizada geralmente para agrupar ou anexar papéis. Consta que o inventor do clipe foi o norueguês Johan Vaaler. Ele criou uma espécie de clipe em 1899 e requereu a patente em 12 de novembro daquele ano – e ela lhe foi concedida em 6 de junho de 1901.  

Mas, coisas da vida nesse mundo vasto mundo, Vaaler não sabia que já existia uma versão mais prática do clipe de papel, produzida pela empresa britânica Gem Manufacturing Company Ltd, embora esse produto não fosse (ainda) vendido na Noruega. Além disso, o design do clipe de papel de Vaaler era mais fraco, pois não tinha as duas voltas completas do “arame”. Mas então qual a origem do clipe de papel? 

O clipe de papel moderno deve a sua origem a William D. Middlebrook cuja patente é datada de 9 de Novembro de 1899. E ele não só inventou o clipe como também a máquina para fabricá-lo. Os antigos persas precisavam de uma solução para manter firmemente unidos os blocos de pedra que utilizavam nas construções em sua primeira capital imperial (hoje, no Irã). Foi então que um dos construtores inventou um pedaço de metal torto, como se fossem dois pregos unidos por uma mesma cabeça, que era fincado contra dois blocos. Nasciam os famosos grampos, que serviriam para unir vários objetos ao longo da história. 

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