Hoje quem se comunica também se trumbica… 

O celular aproxima as pessoas, mas, infelizmente, também atrai ladrões

José Abelardo Barbosa de Medeiros (Surubim, Pernambuco, 30 de setembro de 1917 — Rio de Janeiro, 30 de junho de 1988), o Chacrinha, ficou famoso (também) pelo recado:  

Quem não se comunica se trumbica.  

Nesse caso, e apesar do bolsonarismo, estaríamos hoje quase num paraíso. Nos velhos tempos, para boa parte da população, ter geladeira, fogão a gás e telefone em casa era coisa de rico. Algo pra lá de bom, algo como curtir uma praia no fim de semana ou festejar a chegada do Carnaval para acompanhar (ao vivo) os desfiles no Rio de Janeiro.  

No caso do telefone, havia em muitos pontos da cidade os famosos orelhões – telefones públicos. Em 2001, o Brasil chegou ao máximo em matéria de orelhões: 1,38 milhões de aparelhos. Hoje em dia, o número caiu – ou despencou – 86% com o desligamento desses aparelhos. 

De uso cada vez mais comum 

E os celulares entraram em cena – segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a primeira agência reguladora a ser instalada no país foi criada pela Lei 9.472, de 16 de julho de 1997. No mês de junho de 2022 os números indicavam que o Brasil teria 259,0 milhões de celulares – e densidade de 120,65 celulares por 100 habitantes. 

Temos 447 milhões de dispositivos digitais (computador, notebook, tablet e smartphone) em uso no Brasil (corporativo e doméstico), ou seja, mais de 2 dispositivos digitais por habitante em junho de 2022. O smartphone domina a maioria dos usos, como nos bancos, compras e mídias sociais, segundo levantamento da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). 

100 casos de polícia (por dia) 

De acordo com dados da Polícia Militar do Paraná, em todo o estado o número de roubos e furtos de aparelhos subiu expressivamente. No Paraná, isso mesmo, foram 12.028 pessoas que tiveram o celular roubado ou furtado nos primeiros quatro meses do ano, cerca de 100 casos por dia. No ano passado, neste mesmo período, houve 7.953 vítimas, um aumento de 51,2%. Chama atenção o número de furtos (quando a pessoa perde o bem sem que haja violência), que pulou de 5.188 para 9.030 casos, um acréscimo de 74%. 

Na base da violência 

Somente em Curitiba, de janeiro a abril deste ano foram registrados 872 roubos (quando a pessoa perde o bem por meio de violência). No mesmo período do ano passado tinham sido 789, aumento de 10,5%. No caso de furtos, o aumento foi quase o dobro. Passaram de 1.619 para 3.155 casos em 2022. No total foram mais de 4 mil vítimas na capital nos primeiros quatro meses de 2022 – 67,2% a mais do que no ano passado. 

Previsão do IBGE 

É por meio do Censo 2022 “que iremos saber quanto somos e como somos – e de que forma vivemos nas áreas urbanas e rurais do país”, indica o IBGE. A estimativa do instituto é de que a população brasileira some em torno de 215 milhões de habitantes.  

– Não existe pânico maior que supere a sensação de tocar no bolso e não sentir o celular. 

– É quase impossível não conhecer alguém que, ao não localizar o seu celular dentro de casa, trata de ligar para o número do aparelho recorrendo ao telefone fixo… 

– Celular? Incomoda muito. Bons tempos do orelhão… Os ladrões só levavam a fiação.  

PS: Ou seja, celular é como guarda-chuva em Curitiba. Tem de estar sempre visível e ao alcance da mão… 

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