Do VAR de olho na bola ao VAR das urnas 

Caso houvesse alguma dúvida, o TSE recebeu o relatório final sobre as eleições: Lula presidente numa boa...

Como se sabe, no futebol temos o VAR – o assistente de vídeo do árbitro, que elimina qualquer dúvida quanto a uma decisão da arbitragem em campo. No sistema eleitoral há algo parecido.  

E temos: Jair Messias Bolsonaro (PL) passa o cargo a Lula no dia 1º de janeiro de 2023. Lula recebeu 60.345.999 votos (50,9% do total de votos válidos), 2,1 milhões a mais que os 58.206.354 votos do presidente da gripezinha (49,1% dos válidos). 

Motivo de orgulho nacional 

Em nota divulgada no final da tarde de quarta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou ter recebido o relatório final do Ministério da Defesa sobre as eleições de 2022. E o TSE confirmou que, assim como todas as outras fiscalizações, o relatório “não apontou a existência de nenhuma fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas e no processo eleitoral”. 

E mais: o TSE reafirma que “as urnas eletrônicas são motivo de orgulho nacional, e as Eleições de 2022 comprovam a eficácia, a lisura e a total transparência da apuração e da totalização dos votos”, finaliza a nota, assinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes.  

De volta aos gramados: a utilização ao vivo do sistema VAR começou em agosto de 2016 na United Soccer League, num jogo entre duas equipes da Major League Soccer. O assistente de vídeo do árbitro (VAR, do inglês video assistent referee) foi criado com o objetivo de “minimizar os erros de arbitragem ao longo de uma partida”. Árbitro assistente de vídeo, popularizado como VAR (Video Assistant Referee, em inglês, é claro). 

Em 4 situações 

E ele, o VAR, age justamente como o seu nome indica – um assistente de vídeo identificando certas particularidades que podem passar despercebidas pela arbitragem em campo. Para tanto, conta com um conjunto de câmeras para identificar irregularidades e, de acordo com o manual da FIFA, só pode ser acionado em quatro ocasiões: lance de possível cartão vermelho, penalidade, gol possivelmente irregular ou equivocadamente anulado e identificação equivocada de algum jogador. 

PS: já que falamos em futebol – quem gosta de fato do esporte geralmente cumprimenta o adversário mesmo na derrota. Resta aguardar a reação do presidente da gripezinha. Vai dizer que foi uma vitoriazinha por um placarzinho

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