Depois de ler reportagem sobre a destruição da Amazônia, Amazônia que já foi chamada de pulmão do mundo, e lamentar o descaso do desgoverno federal, para quem, certamente o que ocorre lá não passa de uma roçadinha, trabalho que consiste em cortar a foice arbustos e pequenas plantas, há quem tenha lamentado.
Afinal, entre as principais causas do desmatamento temos a impunidade a crimes ambientais, retrocessos em políticas ambientais, atividade pecuária, projetos de extração de madeira, mineração e estímulo à grilagem de terras públicas, entre outros absurdos.
Tempos atrás, a extração ilegal de madeira aparecia como o primeiro desafio no combate ao desmatamento – mas, hoje, o problema é muito mais complexo e, desse modo, altamente desafiador. Mas esperar o quê de quem, diante do arrasador COVID-19, não deixou por menos:
– Uma gripezinha…
Não foi por falta de alerta(s)
Sobre desmatamentos, vale recorrer (novamente) às lições de Sergio Ahrens, engenheiro florestal, bacharel em Direito, pesquisador em Planejamento da Produção e Manejo Florestal (Embrapa):
– As leis da natureza não são revogáveis pelas leis dos homens.
As leis da natureza surgiram há cerca de 3,5 bilhões de anos e o homo sapiens é um recém-chegado. Além disso, as leis (dos homens) não existem “em isolamento, individualmente”. E temos “percepções progressistas que buscam promover a vida, em todas as suas formas e manifestações, como condição essencial e necessária para possibilitar a existência humana”. Mas, do outro lado, predominam “argumentos efêmeros, conhecimentos técnicos superficiais e interesses econômicos de curto prazo e insustentáveis, que propõem a extinção do Código Florestal afirmando que o mesmo não teria bases científicas”.
– O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.
Albert Einstein

