Crimes no poder – é “ele” todo à vontade  

Depois de ser brindado com reportagem de capa da revista Carta Capital, Bolsonaro virou assunto também da ISTOÉ, que aponta crimes no poder e picaretagens

Como abordamos aqui, na coluna passada, o atarantado presidente foi desmoralizado, esculachado, esculhambado, avacalhado, ridicularizado e humilhado pela revista Carta Capital em matéria com o título Os picaretas, que destaca: “A investigação do ex-ministro da Educação expõe Bolsonaro, dá fôlego à CPI e mata o seu apelo ao discurso anticorrupção”.  Na capa, o presidente, pelado, é chamado (em caixa alta) de demente – DEMENTE EM PELO.  

E, por conta de outra revista igualmente de circulação nacional, temos agora, na ISTOÉ, com o título CRIMES NO PODER, que “o presidente é acusado de atrapalhar as investigações sobre as falcatruas do gabinete paralelo no MEC e de proteger o ex-ministro Milton Ribeiro. A interferência na PF, apontada em gravações, mostra como Bolsonaro abriga interesses escusos e ignora a lei de forma contumaz”.  

O adeus à farda  

Não foi por falta de aviso(s). Quanto aos crimes no poder, basta lembrar que o indigitado foi expulso do Exército em abril de 1988, por críticas aos baixos salários dos militares e outras ameaças. Por unanimidade, o Conselho de Justificação Militar (CJM) considerou no dia 19 daquele mês que Jair Messias Bolsonaro era culpado e que fosse “declarada sua incompatibilidade para o oficialato e consequente perda do posto e patente, nos termos do artigo 16, inciso I da lei nº 5.836/72”. E ele foi expulso diante da tropa perfilada, ou seja, com total desonra.  

Ele à paisana…  

Não foi por falta de avisos – basta lembrar também algumas assertivas do JMB:  

– O filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, ele muda o comportamento dele. Olha, eu vejo muita gente por aí dizendo: ainda bem que eu levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem.  

– Não empregaria mulheres com o mesmo salário (…) tem muita mulher que é competente.  

– Trabalhadores têm que escolher entre ter direitos ou emprego.  

– O grande erro foi torturar e não matar.  

(sobre o golpe civil-militar de 64)  

– Os gays não são semideuses. A maioria é fruto do consumo de drogas.  

– Fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Nem para procriador ele serve mais.  

– O excesso de professores atrapalha.  

– Somos um país cristão. Não existe essa historinha de Estado laico, não. O Estado é cristão. Vamos fazer o Brasil para as maiorias. As minorias têm que se curvar às maiorias. As minorias se adequam ou simplesmente desaparecem…  

– Ele (o indígena) devia ir comer um capim ali fora para manter as suas origens.  

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