Jair Messias Bolsonaro tornou-se o 1º presidente a perder uma reeleição – e deixará cargo em 31 de dezembro. 38º presidente, ele assumiu o governo no dia 1º de janeiro de 2019, em cerimônias no Congresso, para o juramento constitucional e a assinatura do termo de posse, e no Palácio do Planalto, onde recebeu a faixa presidencial de Michel Temer.
Sobre o adeus, nunca um “até breve”, temos importantes registros, como o do jornalista Rogerio Galindo, uma autoridade (sempre) em matéria de política:
– E quando abrimos as urnas, venceu o amor. Não sabemos o que vem pela frente. Mas pela primeira vez, minha caçula vai viver num país em que os monstros existem – mas estão fora do poder.
Colhendo o que semeou…
A visão lá de fora, da Deutsche Welle, emissora internacional da Alemanha que produz jornalismo independente em 30 idiomas:
– Apesar de dispor da máquina para atrair o apoio de políticos aliados e de eleitores beneficiados por políticas públicas, radicalismo e falta de ação no governo minaram suas chances…
E o (suposto) Messias passa a ser uma pessoa totalmente descartável… Tornou-se o 1º presidente a perder uma reeleição – e deixará cargo no dia 31 de dezembro. O 38º presidente do Brasil assumiu o cargo no dia 1º de janeiro de 2019, em cerimônias no Congresso, para o juramento constitucional e a assinatura do termo de posse, e no Palácio do Planalto, onde recebeu a faixa presidencial de Michel Temer.
Em ambos os locais, Bolsonaro discursou. No Congresso, falou a parlamentares e convidados estrangeiros para delinear as prioridades de seu governo. Na rampa do Planalto, fez seu primeiro pronunciamento à nação já oficialmente como presidente, discursando perante apoiadores. E manteve o tom de campanha e a defesa da pauta conservadora, além de abordar economia, crise econômica, segurança pública e relações exteriores.
A BBC News Brasil registrou os principais pontos das falas do novo mandatário, com observações de 3 analistas políticos entrevistados pela reportagem. Ao afirmar que pretendia distribuir o poder “de Brasília para o Brasil”, destacou:
– Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã, combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores. O Brasil voltará a ser um país livre das amarras ideológicas, reforçando valores conservadores que foram centrais para a sua eleição.
As velhas desculpas
Esses mesmos temas foram repetidos com mais ênfase no discurso perante eleitores no Planalto.
– Não podemos deixar que ideologias nefastas destruam valores e famílias. (…) Temos o desafio de enfrentar os efeitos da crise econômica, do desemprego recorde, da ideologização de nossas crianças, da desvirtualização dos direitos humanos, da desconstrução da família.
– É urgente acabar com a ideologia que defende bandidos e criminaliza policiais, que levou o Brasil a viver um aumento nos índices de violência e no poder do crime organizado, que tira vidas de inocentes, destrói famílias e leva insegurança. Nossa preocupação será com a segurança das pessoas de bem, da garantia do direito de propriedade e da legítima defesa. Nosso compromisso é valorizar o trabalho das forças de segurança, afirmou.
Mais cedo, no Congresso, ele dissera que contava com o “apoio” dos parlamentares para “dar o respaldo jurídico para os policiais realizarem o seu trabalho”.
– Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação ou divisão. Daqui em diante, nos pautaremos pela vontade soberana daqueles brasileiros: que querem boas escolas, capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para a militância política; que sonham com a liberdade de ir e vir, sem serem vitimados pelo crime; que desejam conquistar, pelo mérito, bons empregos e sustentar com dignidade suas famílias; que exigem saúde, educação, infraestrutura e saneamento básico, em respeito aos direitos e garantias fundamentais da nossa Constituição”.
Nas relações internacionais, Bolsonaro disse querer “fazer o Brasil ocupar o lugar que merece no mundo”. Segundo ele, o objetivo é “tirar o viés ideológico das relações internacionais, que atendem interesses partidários que não o dos brasileiros”.
Palavras, não mais do que palavra, como se constataria com o passar do tempo.


Para mim, é simples assim: Bolsonaro perdeu a eleição para ele próprio, com sua soberba e assessores e familiares assoberbados, fanáticos e lunáticos.. Uma pena não ter aproveitado a oportunidade de governar o Brasil – deixou a todos falando sozinhos.