A invasão do Capitólio versão bolsonarista… 

Com a devida distância, em todos os sentidos, a baderna em Brasília, com invasão de prédios na Praça dos Três Poderes, remete a um outro episódio, nos EUA

Em 2021, seguidores do derrotado Donald Trump tentaram de todas as maneiras impedir a posse de Joe Biden – sem sucesso, como se sabe, mas um lamentável episódio entraria para a história. Foi no dia 6 de janeiro com a invasão do Capitólio, que resultou na morte de 6 pessoas. Apoiadores do então presidente Trump, os invasores entraram no prédio alegando fraude nas eleições presidenciais de 2020. Investigações sobre o caso apontaram a atuação de grupos de extrema-direita e, inclusive, de Trump, já politicamente abatido.  

Como se sabe, o Capitólio, em Washington, é o lugar em que o Congresso dos Estados Unidos se reúne. Congresso formado por dois órgãos legislativos: o Senado e a Câmara de Representantes. Eles atuam em alas separadas. Como parte do poder legislativo, os congressistas tratam de leis, discutem os temas em pauta e votam projetos de lei, resoluções, nomeações e tratados.  

Um local especial desde 1801 

O Capitólio é, também, o local de posse dos presidentes – isso desde 1801. E lá acontece a certificação dos votos dos colégios eleitorais. E, assim, passou a ser a casa do Congresso em 1800, quando ocorreu a transferência das instalações governamentais. Até então, o palco era na Filadélfia, sendo transferido para Washington D.C. (Distrito de Columbia).  

A construção de Washington teve início em 1792, com inauguração em 1800, tornando-se a capital do país. Washington – cujo gentílico é washingtoniano – ganhou o nome em homenagem a quem se tornara o primeiro presidente dos EUA, George Washington. E que tinha liderado as tropas na Revolução Americana de 1776.  

District of Columbia deriva de um antigo nome poético dos Estados Unidos, Colúmbia, que caiu em desuso no início do século XX. Nome poético da América no sentido de “colônias europeias do Novo Mundo e a personificação feminina dos Estados Unidos”. Seu nome é uma homenagem ao líder das forças americanas da Revolução Americana de 1776 e primeiro presidente do país, George Washington. 

PS: Ainda sobre a baderna em Brasília, vale destacar a afirmativa da jornalista Angieli Maros, na edição de terça-feira, 13, aqui no Plural:  

Foram atos convertidos em uma das mais graves ameaças ao Estado Democrático da história do país.  

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