Votação vai mostrar se Curitiba quer monitoramento de guardas “para inglês ver”

Projeto que será votado nesta segunda prevê fiscalização mais ampla, eficaz e barata do que a adotada por Greca

A Câmara de Curitiba terá nesta segunda-feira (24) a oportunidade de aprovar um projeto que garante fiscalização do trabalho dos guardas municipais da cidade de maneira muito mais rigorosa. Projeto de autoria de Renato Freitas (PT) e Dalton Borba (PDT) prevê a exigência de câmeras corporais em todos os guardas da cidade, além de monitoramento via GPS. Além disso, a proposta prevê armazenamento das imagens captadas por cinco anos.

Até recentemente, Curitiba não tinha qualquer monitoramento do trabalho dos guardas. Porém, com o aumento de casos de violência da parte dos profissionais, a discussão surgiu. Fundamental para isso foram a morte a tiros de um jovem no Largo da Ordem e a truculência utilizada pela guarda para dominar e deter o vereador (agora deputado estadual eleito) Renato Freitas.

Enquanto o projeto mais rigoroso era formulado na Câmara, o prefeito Rafael Greca (PSD) preferiu achar uma solução mais cara e menos eficiente. Encomendou câmeras para 80 guardas e determinou o armazenamento das imagens por apenas 30 dias. Além disso, os equipamentos comprados são muito mais caros do que o registrado em outras grandes cidades brasileiras: quatro vezes o preço do Rio de Janeiro, por exemplo, conforme denunciou o Plural.

A fiscalização por câmeras corporais é um dos métodos mais eficientes para diminuir a violência policial. Em São Paulo, com o programa Olho Vivo, houve redução de 85% das mortes em atividades dos batalhões policiais monitorados.

1 comentário em “Votação vai mostrar se Curitiba quer monitoramento de guardas “para inglês ver””

  1. não foi votado no fim das contas, foi adiado pra outro dia, não sei quando, provavelmente quando o Renato Freitas já tiver ido pra ALEP. eu acompanhei no youtube e teve uma parte aonde um senhor interrompeu emocionado, porquê o filho dele tinha sido assassinado por policial e acho que essas câmeras talvez teriam pelo menos dado respostas pra esse pai em luto. acho que ele era o senhor Paulo que o Plural entrevistou uma vez..Eles não mostraram, mas a voz parecia dele.
    Plural, como que essas câmeras são usadas em São Paulo, em Londres, no Canada, em outros países. Porque tiveram uns argumentos estranhos, do tipo conversa de marido e mulher sendo gravada, policiai indo no banheiro. E tipo assim, policiais são humanos no mundo inteiro. É óbvio que a câmera é desligada quando o policial não está atendendo chamada ou busca ou numa situação que ele julga importante filmar. Mas daí a Maria Letícia não gostou que não fica filmando a toda hora. Uma colega minha disse que quando ela foi conversar com um policial no exterior, o policial avisou ela que ele estava em patrulha e estava filmando e que ela poderia obter cópia da filmagem e ele deu até um cartãozinho pra ela – e ela só foi perguntar sobre uma sacola que ela tinha perdido ou talvez tivesse sido roubada. Acho que depende da tarefa do dia. se a policial vai no dia A só fazer busca e apreensão, daí deixa a câmera sempre ligada. Mas se for assim, 9-12 fazer patrulha de apé na XV daí volta pro posto policial pro almoço, daí participa de treinamento de tarde, eu acho assim, só a parte da patrulha que tem que ser filmada, a parte que interage com o público. Pode até ter filmagem a paisana dentro dos postos policiais organizados pela corregedoria caso tenha alguma denúncia – mas tbm acho que tem usar câmera o tempo todo se dentro do posto policial se lida com membros do público – detentos, vítimas, advogadas. Achei o projeto do Renato Freitas muito interessante e muito triste o cinismo do pirralho líder do prefeito. que piá mimado! O Renato Freitas e o Dalton Borba explicaram tudo muito bem. Eu aqui já fazendo pra ter Renato Freitas pra prefeito e queria muito que o Dalton Borba fosse vice-prefeito. A Maria Letícia fez críticas, mas foram críticas sensatas, ela é perita e muito boa.

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