O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano (PSD), fez uma reunião com os líderes de todas as bancadas nesta semana e deu a entender que não aceita qualquer sugestão de renúncia ou mesmo afastamento temporário de seu posto. Traiano ficou exposto a ataques dos próprios deputados depois que veio à tona um caso em que ele e o ex-deputado Plauto Miró (União) receberam propina na renovação de um contrato da TV Assembleia.
Na reunião, houve deputados que disseram claramente, na frente de Traiano, que ele deveria deixar imediatamente a Presidência da Assembleia. A reclamação é de que, enquanto ele estiver à frente do Legislativo, a crise de Traiano se transforma em um constrangimento para todos os 54 deputados. Quem esteve na reunião conta que Traiano ficou particularmente irritado com as cobranças de Luiz Claudio Romanelli, líder do PSD.
Traiano disse aos deputados que estaria “seguro” do que está fazendo e que não vai se afastar em nenhum momento da Presidência. Não aceitou sequer a recomendação de alguns deputados que sugeriram que ele faltasse às sessões, deixando de comandar a parte “visível” do trabalho da Assembleia.
Apesar disso, há muita gente na Assembleia descontente com a postura de Traiano e que deseja que ele saia do cargo. “Hoje, se tivesse uma votação interna, a maioria votaria para que ele saia”, disse um deputado ao Plural.
No entanto, Traiano afirmou que a ordem é manter tudo como está, encerrar o ano legislativo na próxima semana e torcer para o recesso esfriar um pouco o caso.


Traiano perdeu a condição moral e política para continuar presidindo o poder legislativo estadual. Se não se afastar, a casa que dirige vai entrar em ritmo de valsa lenta e desafinada.
O que me impressiona é como o entendimento dos conceitos, palavras mudam o sentido e a aceitação.
Para o Renato Freitas qualquer desagrado significa cassação, agora se for aliado do poder até esse tal de nome jurídico é assinado e tudo fica como está.
Falo da população, pois ela se acostumou a ficar sempre de do lado do poder. Há alguns anos atrás criou-se até um power-point para simular uma corrupção. Mas, e daí se a pessoa que preside a Casa Legislativa do Povo cobra e recebe um dinheirinho para a concessão de uma TV. Amanhã eles voltam a votar nele, no Moro, no Dalagn e, pasmem, tem muita gente que já preencheu o voto “naquele que não ouso dizer o nome”.
Lutamos, sofremos e muitos morreram… Essa é a Democracia que tanto desejamos?
Para esse mal, uma solução simples: um pedido de cassação do mandato do presidente, pelo ato de corrupção praticado, em regime de urgência para apreciação pela Comissão de Ética, o qual certamente terá aprovação quase unânime, tanto da própria Comissão como do Plenário, e ponto final. O resto é conversa para boi dormir.