Ratinho defende Bolsonaro e diz que economia do país vai bem

Contrariando números e o bom sendo, governador disse em sabatina ao Uol que Brasil está em um bom momento

O governador Ratinho Jr. (PSD) passou boa parte da sabatina desta quinta (2) no Uol defendendo o governo de Jair Bolsonaro (PL). Mesmo nas frentes em que o presidente tem números claramente ruins, como o desemprego e a inflação, o paranaense diz que tudo vai bem. Defendeu ainda o direito do presidente de questionar o processo eleitoral e evitou criticar excessos das forças policias.

A primeira pergunta feita a Ratinho foi sobre a possibilidade de um golpe de Estado caso seu candidato, Bolsonaro, seja derrotado. Apesar de todas as declarações claramente golpistas de Bolsonaro, dizendo que “só Deus” pode tirá-lo da cadeira presidencial, o governador do Paraná preferiu dizer que o presidente tem todo o direito de questionar as urnas eletrônicas. Disse que pessoalmente acredita na urna eletrônica, mas defendeu a adoção do voto impresso e auditável.

Sobre a economia, Ratinho diz que a inflação de dois dígitos no Brasil é efeito de uma crise mundial, que estaria afetando também Estados Unidos e Alemanha – e portanto a situação não seria culpa do governo brasileiro. Disse também que o Brasil teve “a maior geração de empregos” em 30 anos em 2021, com 3 milhões de empregos – quando na verdade boa parte dessas vagas foram apenas a reposição de postos perdidos já no governo Bolsonaro e durante a pandemia.

Na segurança pública, questionado sobre as mortes em massa no Rio de Janeiro provocadas pela PM e também sobre a câmara de gás improvisada pela PRF para matar um cidadão em Sergipe, Ratinho preferiu dizer que não dá para dizer que as forças de segurança em geral são violentas, já que não se poderia julgar uma corporação toda pela atuação de poucas pessoas.

Falou inclusive que pretende aprovar uma lei que garanta aos policiais que matam em confronto o direito de terem à sua disposição a Defensoria Pública, uma vez que muitas vezes eles enfrentariam problemas financeiros para se defender adequadamente.

Por fim, sobre a situação eleitoral, negou que Bolsonaro, no momento visto como um candidato que está longe do desempenho de 2018, possa ser um peso para sua candidatura. Afirmou que o presidente no Paraná é muito bem visto e que o governo federal investiu muito no Paraná – portanto, caberia ao governador ser fiel ao projeto do bolsonarismo.

Nesta sexta, o entrevistado do Uol será o ex-governador Roberto Requião (PT).

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