Um dos principais beneficiados pelo lucro da Copel em 2021 será o presidente da empresa, Daniel Slaviero. Segundo informações internas da empresa a que o Sindicato dos Engenheiros teve acesso, o bônus pago ao presidente da companhia em função do desempenho do ano passado foi de R$ 427 mil.
Isso equivale a mais ou menos 6,3 vezes o salário mensal de Slaviero, que seria de R$ 67,7 mil mensais. Outros diretores da empresa receberam bônus na faixa dos R$ 400 mil. A Copel em 2021 obteve um lucro bruto de R$ 7,9 bilhões. Um recorde que, segundo os críticos, tem a ver com os valores altos cobrados da população na conta de luz.
Desde o início do atual governo, a Copel vem acatando integralmente o valor máximo de reajuste permitido pela Agência Nacional de Energia Elétrica. E o modo de distribuição dos bônus foi modificado para que a diretoria fosse mais beneficiada do que os demais empregados.
Até o ano passado, todos os funcionários da Copel recebiam o mesmo bônus. Agora, com o novo plano de distribuição de lucros, os diretores recebem 6 remunerações a mais quando a meta é atingida. O número de salários vai caindo ao longo da hierarquia.São quatro salários para os superintendentes, por exemplo – e apenas um para os funcionários em geral.
As remunerações dos diretores já estão na mira do Sindicato dos Engenheiros há algum tempo. Cálculos divulgados pelo Senge mostram que cada diretor da empresa embolsou mais de R$ 1 milhão, entre remunerações e bônus, em 2019, primeiro ano do governo Ratinho Jr. (PSD).


Vocês estão debatendo políticas e partidos. Quanto da realidade só tem uma.
Durante a pandemia os funcionais estavam se arriscando na rua, muitos em emergência, atendimentos e agora tiveram o seu PLR reduzido e repassado os acionistas.
A minha única dúvida é pq os sindicatos não fazem nada, não articulam uma manifestação.
Acho que levam algum.
Ola!, realmente a questão do lucro não está diretamente ligado à tarifa, embora esta seja também um fator a considerar.
O que eu gostaria de ressaltar é a situação das empreiteiras da COPEL/DIS, cuja remuneração vem sendo arrochada ao longo dos anos, estabelecendo-se uma produção impossível de atingir, cujas bases de definição são mantidas em sigilo, o que acarreta valores de remuneração máxima, também sigilosos, resultando numa situação em que uma empreiteira consegue faturar com uma turma de sete elementos, caminhão, guincho, todo ferramental, todas as despesas administrativas, todos os riscos, aproximadamente a remuneração de 45 dias de trabalho do Diretor.
Não me cabe dizer se ele ganha muito, até penso que não pela importância e responsabilidades do cargo, mas que nossa situação está insustentável, isto está, e o pior, é que muitos não têm alternativa, estão por certo a caminho da falência , com sucateamento de seus equipamentos, não tendo para quem apelar.
É um absurdo.
PRIVATIZAÇÃO JÁ!
E o povo assalariado é quem tem que pagar por tudo isso! Simplesmente uma vergonha.
Elejam algum terceira via ou reeleja Bolsonaro ou ratinho Junior e tudo continuará assim ou piorará!
O mocinho que virou presidente da empresa atende pelo sobrenome de Slaviero. Salvo engano é irmão do vice-prefeito de Curitiba. Ambos levados aos respectivos cargos tendo como principal credencial serem “Slaviero” e netos do ex-governador Paulo Pimentel. Daí um cidadão aí acima vem citar a “meritocracia”… Deve viver em uma bolha, e não enxerga que neste país a meritocracia é uma qualidade hereditária…
Se a distribuição de lucros é uma prática corrente de mercado, o princípio da razoabilidade também é e, neste caso, a razoabilidade foi ferida de morte.
O presidente da COPEL tem currículo.
Daniel Slaviero trabalhou como diretor de grandes empresas.
Antes de assumir a COPEL, ele estava em São Paulo. Já foi diretor do SBT.
Meritocracia com base nos resultados da empresa que a sua gestão apresentou, mas você não acompanha os resultados operacionais e financeiros, pois nunca se deu ao trabalho de abrir os demonstrativos do resultado de exercício da empresa e não enxerga os avanços feitos, pois prefere cultuar a cultura da inveja para bajulara burocratas políticos parasitas, corruptos e populistas que aparelham as estatais para se sevirem e se locupletarem de um Estado paternalista e premiam a ineficiência ao invés da eficiência para justificarem as suas crises existenciais, os seus fracassos, as suas frustrações e abstinências.
Quanta picaretagem política-intelectual e quanto moralismo relativista na linha editorial tendenciosa dessa matéria, que mais parece disposta a fazer panfletagem política-partidária travestida de jornalismo informativo. Isso é muito comum por parte de muitos burocratas e militantes frustrados que criticam qualquer aceno com a meritocracia e os resultados práticos e sustentáveis da empresa como demonstrados nos últimos anos pela COPEL, que não tem consistido apenas em reajustes tarifários que foram feitos por governos anteriores para fazer populismo fiscal e eleitoreiro, mas, por outro lado, relativiza e defende a parasitagem, a pelegagem e o aparelhamento político-partidário articulado por governos anteriores de maneira institucionalizada para atender a esquemas de corrupção e projetos de controle, apropriação e de perpetuação no poder. A distribuição de lucros a acionistas e executivos é comum no mundo inteiro. O curioso é que esses críticos são os mesmos que não acompanham os resultados e os investimentos da empresa, não conhecem a complexidade do setor elétrico no país, resistem a qualquer ação no sentido de abrir o mercado no setor elétrico ou em qualquer outro setor econômico, reforçando que tropeçam nas incoerências e contradições dos seus próprios discursos retóricos vazios, nas suas frases prontas de efeito, cartilhas pré-fabricadas e dialéticas abstratas, provando que defendem mesmo a “privatização” da empresa nas mãos de burocratas que integram a nata limpinha, cheirosa, perfumada, parasita e bon-vivant das elites políticas, partidárias e sindicais que não querem produzir e tentam se apropriar de pautas artificiais para justificar as suas resistência e representatividade falsas, cenográficas e estéticas para esconder o seu desejo de voltar a assumir o controle sobre os meios de produção e abastecer os seus esquemas.
Na teoria,a distribuição da parcela do lucro da empresa deveria ser igual a todos os funcionários. Comecem investigar mas, comecem pelo governador. Compreende?
Absurdo, estes caras já ganham muito mais do q merecem. Isto só acontece por q é monopólio, quebrem o monopólio ou privatizem q vai ver se acontece isto…
Se tivessem um pouco de consideracao pela população, reverteraiam estas gratificações em redução das tarifas ao invés de praticarem sempre o máximo permitido pela Aneel… sou da iniciativa privada, da área de engenharia e tenho plena consciência do q significa salário de 67 mil…
Qual a irregularidade do bônus pago? Isto é prática de mercado e aprovado pelo conselho no inicio do ano letivo. Não crie fantasma onde não existe. Onde está a irregularidade ? Muito mimimi que tira o foco de questões importantes.
Oi Alcides, no texto não diz que bônus é irregular ou ilegal. Só estamos tornando pública uma informação relevante de uma empresa que detém o monopólio de um serviço público. Obrigada pela audiência
Trabalhei na empresa por 27 anos, sempre teve dividendos quanto aos lucros, mas eram talvez nem tanto corretos, mas nunca passaram de 3 salários nominais . Nunca existiram exageros e nem roubo, e vejam que os governantes na epoca
foram de várias correntes ideológicas, mas havia seriedade e competência.
Étriste ler isso, espero que haja uma envestigação mais aprofundada e se confirmado os exageros a punição seja exemplar.
Concluindo, naquela época, o que tinha peso, era o profissionalismo e a competência e não ser amigo do Governador.
Copel é fornecedor praticamente exclusivo, neste tipo de situação não é difícil obter resultados, por isso é um exagero esse bônus. Nós consumidores é que estamos pagando essa festa.
Me desculpe, mas “segundo os críticos” não é fonte de nada. Que fonte é essa?
Quem faz esse tipo de “crítica” dizendo que o lucro é em função dos reajustes na tarifa entende muito pouco da legislação do setor elétrico. Mas como o interesse do jornal é político não faz diferença, não é mesmo?
Óbvio que a distribuição dos valores é injusta, mas cogitar represar reajustes concedidos pela ANEEL é de uma ignorância digna do amante das mamonas.
Não dá pra dizer que o aumento na conta não será aplicado porque fica essa pendência na ANEEL passível de punição e será aplicado cedo ou tarde porque reflete o investimento feito pela empresa para beneficiar a população. Agora um prêmio por desempenho e distribuição de lucros totalmente desproporcional, não faz o menor sentido. Já que foi comentado do sindicato, o que dizer do SENGE que cobra por um carimbo em folha padrão do homeoffice e nem nota fiscal quer emitir por tal “serviço”? Falar em oportunismos e ganância dos outros é fácil, mas olhar pro próprio umbigo, jamais.
Óia a cara do Joselito…400 milhas, fora o salário de quase 70 paus… e o povão caçando osso. Ê Brasil!!! Ê Paraná véio… Isso aqui não é sério…
O alto desempenho da cia é o trabalho de cada funcionário que não é escutado e nem valorizado pela empresa. A ganância de diretorias como essa faz a população ficar descrende e nenhum . pouco incentivada..vete se a decisão da minoria que tudo seja votado pela maioria