Prefeitura de Curitiba tira seis mil cobradores de ônibus, mas tarifa não recua um centavo

Massa salarial dos cobradores era de, no mínimo, R$ 9 milhões ao mês, mas passagem de R$ 6 não mudou e segue a mais cara das capitais

O anúncio de que Curitiba acabou com os cobradores de ônibus foi feito com pompa e circunstância pela Prefeitura. Claro, modernizar o sistema é ótimo; diminuir custos também é importantíssimo, até para que os passageiros deixem de fugir do sistema de transporte coletivo de Curitiba. Mas o curioso é: a saída dos seis mil funcionários que exerciam essa função não reduziu em um único centavo a tarifa de R$ 6,00 em vigor na cidade, que segue sendo a mais cara de todas as capitais do país.

Pense bem: o piso salarial dos cobradores, segundo o sindicato da categoria, está um pouco acima de R$ 1,5 mil. As seis mil pessoas que saíram desse posto de trabalho deveriam significar uma economia mensal de, no mínimo, R$ 9 milhões ao mês, ou R$ 117 milhões ao ano. São cerca de 10% do orçamento do sistema de transporte coletivo da cidade. Isso imaginando que todos os cobradores estavam no piso, e sem levar em conta os encargos. Onde foi parar esse dinheiro?

A Prefeitura diz que os cobradores foram “requalificados” para assumir novos postos nas empresas do oligopólio que gere o setor. Mas o que sempre se disse é que isso seria feito à medida que houvesse vagas a ser preenchidas – caso contrário, você está simplesmente privando o passageiro do cobrador sem resolver em um milímetro o problema da tarifa.

No longo prazo, é possível que isso dê frutos. Os cobradores começarão a se aposentar e o inchaço diminuirá. Mas no momento, só o que houve foi uma concentração de poder nas empresas que gerem o sistema e os cartões de passagens.

10 comentários em “Prefeitura de Curitiba tira seis mil cobradores de ônibus, mas tarifa não recua um centavo”

  1. Mais de 90% dos cobradores foram demitidos , as empresas de ônibus , urbs e prefeitura garantiram que seriam reintegrados dentro da própria empresa MENTIRA, hj em dia só existe cobradores nos tubos e por pouquíssimo tempo pois esse serviço será terceirizado no próximo ano.Todos os outros cobradores que não se encaixaram no PERFIL de motoristas foram simplesmente demitidos.

  2. João cristofel

    Não é só os passageiros que são esfolado os motoristas também fiscal da URBS aplicam multas esorbitantes nos motoristas mais quando precisamos do auxílio de um fiscal eles nunca são encontrado as empresas cobrando dos motoristas tudo desde acidente de trânsito até multa por atraso a toda poderosa URBS se acha acima de tudo hoje tem motorista de ônibus que tá igual funcionário fantasma ganha três mil de salário mais não pega mil de pagamento vira tudo desconto onde já se viu pagar 700 reais de multa por três minutos de atraso isso porque o ônibus tava com problema

  3. Renato Freitas por favor já envie todos os documentos para formalizar sua candidatura pra Prefeito de Curitiba.
    A gente não aguenta mais esses burgueses no comando da nossa cidade! Basta de burguês de direita e burguês de esquerda no poder!

  4. CONI REUSE UNFRIED

    10% do custo certo .
    Reduzir a passagem em 10% seria o correto.
    60 centavos a menos.
    Seria 5.4 a passagem e NÃO 6.00 reais.

  5. Para mim, a cobrança exclusivamente por viagem é algo extremamente anacrônico. Curitiba não era vista como cidade modelo no transporte coletivo? Que sirva de modelo e seja a primeira capital do país a implementar um sistema como o de outras grandes cidades do mundo: passes semanais, mensais ou até anuais. No final, ficaria mais barato para quem pega ônibus todos os dias. Há tecnologia para isso com os cartões, basta habilitar essa integração. Também facilitaria muito para quem faz trajetos longos e precisa dar grandes voltas através de terminais para pagar apenas uma passagem.

  6. Fora o óbvio maior lucro dos empresários, Legalmente esta ação de acabar com cobradores é inconstitucional pois agride o direito de ir e vir. No meu caso só uso dinheiro pois não confio na segurança do dinheiro digital. Como fica Senhor Ministério Publico?

  7. Surpresa nenhuma! Quando o empresário corta custos ele não repassa este benefício ao consumidor, mas embolsa os lucros. Isto é constatação histórica. Se pressionam para que o governo baixe o tributo ou dê isenções, subsídios, embolsam. Vide o setor aéreo: “Se permitirem que cobremos pela bagagem despachada o preço cai”. O governo autorizou, e o preço caiu? Se puderem demitir, esfolar o trabalhador o farão. São raríssimas as excessões de tratamento humano para com empregados e de respeito à população que amarga sempre um aumento dos seus custos em detrimento do enriquecimento de poucos deflagrado maior desigualdade social.

  8. …. pilantragem é apelido p atitudes como essas. Transporte de péssima qualidade, segurança zero. Nós últimos anos teve um aumento significativo, com desculpa de pandemia, depois aumento de combustível o mesmo teve redução mas a passagem não diminuiu, reduziram o quadro de funcionários mas a passagem também não diminuiu. E ainda o prefeito teve a coragem de vir a público dizendo q até ano q vem a passagem não irá aumentar. E p acabar mesmo. Quero ver o dia q abrirem uma CPI da URBS…o q será descoberto 🙆

  9. De fato, a diminuição de custos operacionais deveria diminuir a Tarifa. O que vemos é a PMC , o prefeito Greca sempre tomando medidas de redução de custos com eliminação dos cobradores, queda da folha de pagamento salarial de 47% para 40%, junção de linhas, diminuição de horários entre pivôs, agora a entrada dos ônibus elétricos com dinheiro público no total de R$200 milhões e a Tarifa so sobe.
    Até quando os órgãos fiscalizadores , TCEPR, MPPR, PROCONPR, vão ficar inertes diante de tamanha exploração dos mais pobres?

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