Seis anos depois, o ex-ministro Paulo Bernardo está de volta ao jogo. Anunciado por Geraldo Alckmin como parte da equipe de transição, o paranaense deve ser parte do grupo de Comunicações. Será a primeira vez que ele exercerá um cargo público desde 2016, quando foi preso por seis dias pela Lava Jato.
Paulo Bernardo sempre foi parte do núcleo central do petismo, desde a primeira eleição de Lula. Na Câmara, quando foi deputado federal, ficou conhecido por conhecer o orçamento de cabeça para baixo. Por isso, foi ministro do Planejamento de Lula.
Depois, no governo de Dilma, foi ministro das Comunicações num momento em que a prioridade era aliviar as tensões criadas pelo antecessor, Franklin Martins. A ideia era acabar com a discussão mais acirrada sobre regulação da radiodifusão. De fato, nunca ninguém sequer viu a minuta que o governo elaborou.
Sobre a investigação da Lava Jato, a prisão foi mais uma que acabou se restringindo à temporária, sem condenação posterior. A suspeita era um esquema fraudulento envolvendo a empresa Consist e o pagamento a servidores federais.
Além de Paulo Bernardo, o Paraná tem mais dois nomes na equipe de transição: Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, com quem Paulo Bernardo foi casado; e o deputado federal Enio Verri, escolhido para o núcleo de Planejamento, a ser comandado por Guido Mantega.

