Mulheres terão cargo meramente decorativo na Assembleia do Paraná

Mesmo após criação da bancada feminina, deputadas continuam sem poder de barganha na Assembleia

As deputadas estaduais co0nseguiram um avanço na última legislatura: criaram a bancada feminina, que garante às mulheres pelo menos uma vaga na Mesa Diretora. No entanto, já na primeira eleição interna depois disso, devem ficar com a pior posição possível na Mesa.

Tudo indica que a vaga a ser preenchida por uma mulher na chapa única que está sendo montada, liderada por Ademar Traiano (PSD), é a de terceira vice-presidente. O posto deve ficar com a deputada Cristina Silvestri, do PSDB.

A terceira vice-presidência mal chega a ser um cargo decorativo. A pessoa que ocupa a função só precisa ser acionada caso o presidente e os dois primeiros vices estiverem ausentes da sessão – algo que só ocorrerá se não tiver absolutamente nada importante acontecendo em plenário.

A eleição interna da Assembleia está marcada para a primeira sessão da legislatura, em fevereiro. Os outros oito cargos da Mesa Diretora devem ficar com homens. Embora as mulheres sejam pouco mais de metade do eleitorado, na Assembleia serão 44 homens e apenas 10 mulheres a partir de fevereiro.

Apesar de serem ainda poucas, essa será a maior bancada feminina da Assembleia do Paraná em 168 anos de história.

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