PM do Paraná mata 483 pessoas em 2022; número sobe 18% em um ano

Casos de mortes em confronto no Paraná não param de subir. Em estados como SC e SP, uso de câmeras em uniformes freou bruscamente letalidade da PM

A Polícia Militar do Paraná matou 483 pessoas em 2022, aumentando em 18,4% a letalidade de suas ações em relação ao ano anterior. As informações foram reveladas na manhã desta quinta-feira (2) pelo procurador Leonir Battisti, coordenador do órgão do Ministério Público responsável por monitorar as mortes em confronto, o Gaeco.

A quantidade de mortes em confronto vem subindo ano a ano no Paraná desde 2015. Em sete anos, o aumento de casos já é de 63%. O Paraná com isso segue na contramão de estados como São Paulo e Santa Catarina, que conseguiram reduzir drasticamente a quantidade de mortes em ações policiais depois da instalação de câmeras nos uniformes dos policiais e nas viaturas.

Mortes em confronto

Em teses, a PM só pode atirar para matar se houver risco de a pessoa assassinar alguém naquele momento. Em geral, os boletins registrados pela polícia informam que os tiros foram dados pelos militares porque a pessoa que estava sendo perseguida reagiu atirando. No entanto, a tese do confronto é questionada em muitas vezes.

Em relação aos casos de mortes em confronto do ano passado, por exemplo, o Gaeco conseguiu o afastamento de 19 policiais militares paranaenses envolvidos em operações nas quais havia suspeito de que o confronto fora forjado – ou seja, os policiais poderiam ter matado as pessoas a sangue frio, sem que houvesse reação.

Um desses episódios ocorreu quando a polícia matou oito homens supostamente ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) em duas ações realizadas no mesmo dia, uma no Tatuquara e outra no Cajuru. A PM informou que tinha informações segundo as quais esses homens matariam uma pessoa de outra facção, e tentaram impedir. O caso segue sendo investigado.

1 comentário em “PM do Paraná mata 483 pessoas em 2022; número sobe 18% em um ano”

  1. Daniele Medeiros

    Se não fosse pelo Deputado Estadual Renato Freitas e a Defensoria Pública, nosso Paraná estaria sem esperança alguma de sairmos desse ciclo sanguinário das polícias.
    Os discursos extremamente ignorantes e racistas ontem na Assembléia, inclusive o discurso grotesco e alienado do Maurício Requião nos dizem que o nazismo não corre só nas vinícolas do Rio Grande do Sul, mas dentro do PT Paraná e absurdamente dentro da direita Paranaense, inclusive dentro de nossas polícias.
    Alguma coisa precisa ser feita com urgência contra essa ditadura dentro do nosso estado, aonde até o presidente do PT Paraná fica quieto pra proteger uma polícia assassina.

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