Os médicos legistas do Paraná estão bem insatisfeitos com o governo Ratinho Jr. (PSD) e já falam em greve. A categoria reclama de duas leis aprovadas na Assembleia Legislativa e que são consideradas pelo Sindicato dos Médicos (Simepar) e pelos médicos como retrocessos.
Entre as mudanças está o rebaixamento do Instituto Médico-Legal, que passou a ser um mero departamento da Polícia Científica do Estado. Mas os pontos que mais incomodam têm a ver com o dia a dia do trabalho dos profissionais.
Os pontos listados incluem a necessidade de residir na área de abrangência da Unidade em que estiverem lotados; o regime de sobreaviso e possibilidade do médico legista ser convocado a qualquer tempo; e o regime de subsídio, sem menção à verba de dedicação exclusiva, que existia anteriormente.
Na Assembleia desta semana, a categoria descartou a greve imediata, preferindo outros meios de pressão. Mas no longo prazo, se a situação não melhorar, a paralisação ainda pode acontecer.

