Justiça nega liminar pedida por PT contra Deltan Dallagnol

Federação de esquerda diz que ex-procurador teria cometido ilegalidade com Fundo Eleitoral

A Justiça negou uma liminar contra ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos) pedida pela federação de partidos liderada pelo PT. A ação dizia que Dallagnol teria usado ilegalmente recursos do Fundo Eleitoral para contratar o advogado Matheus Almeida Rios Carmo.

Segundo a Federação que entrou com o processo, Deltan teria feito uma espécie de triangulação com dinheiro de seu partido para contratar um escritório de advocacia durante a pré-campanha. No entanto, o desembargador que relatou o caso, Fernando Wolff Bodziak, diz que a acusação não tem elementos suficientes para provar isso.

Além disso, segundo o desembargador, não há motivo de liminar no momento, uma vez que o caso pode ser analisado com tempo durante todo o processo eleitoral e até mesmo depois de uma possível eleição do candidato. “Não resta caracterizada a urgência necessária para a concessão da liminar pleiteada”, afirma em seu despacho Bodziak.

Acusação e defesa

Segundo a denúncia encaminhada ao TRE, Dallagnol estaria utilizado um escritório de advocacia recém-constituído por um ex-assessor do procurador para pagar despesas pessoais do pré-candidato com recursos do fundo. O escritório teria recebido cerca de R$ 100 mil do partido, do qual Deltan é vice-presidente no Paraná.

O ex-coordenador da Lava-Jato rebateu as acusações por meio de nota. “São falsas e mentirosas as alegações do PT, PcdoB e PV de que o escritório Matheus Almeida Rios Carmo Sociedade Individual de Advocacia teria recebido valores do Podemos sem contraprestação. As alegações carecem de qualquer indício ou prova concreta, que não constam em nenhum lugar da petição totalmente especulativa apresentada pelos partidos”, disse Deltan.

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