A decisão da Justiça Federal de suspender a licença ambiental para construção da Ponte de Guaratuba levou o governador Ratinho Jr. (PSD) a ter um arroubo retórico, dizendo que os procuradores responsáveis pela ação seriam “traidores do Paraná”. Disse ainda que seu governo vai vencer os tais traidores para construir a ponte.
A declaração, forte na oratória, não responde a nenhum dos questionamentos e críticas feitos pelo Ministério Público – os procuradores apontaram uma série de irregularidades no processo de licenciamento ambiental feito pelo governo de Ratinho.
O Instituto Água e Terra, dizem os procuradores, nem teria a competência legal para a expedição de termo de referência. O procedimento teria ignorado a existência de algumas comunidades quilombolas e tradicionais, que não foram identificadas nem chamadas para participar das discussões. A Funai e a Fundação Palmares não foram procuradas. Isso só para começo de conversa.
O Ministério Público diz também que indicou 93 falhas no Termo de Referência definitivo, mas o governo não fez as correções necessárias. Os órgãos de administração das unidades de conservação do entorno não autorizaram nada. Não há previsão de compensações às áreas de conservação afetadas.
A lista é grande: há danos à fauna e à flora que também não teriam sido mensurados; estudos irregularmente adiados; efeitos não estudados sobre a linha de transmissão existente; e vários outros problemas.
A juíza Silvia Regina Salau Brollo, da 11.ª Vara Federal considerou tudo isso mais do que suficiente para sustar a obra. E não parece ter visto nenhum indício de traição ao Paraná na ação dos procuradores.


O gov. Ratinho é uma espécie de “Rolando Lero”, fala muito e não diz nada. Essa estória de traidores é no mínimo ridícula. Pior do que a promessa de “transformar nuggets em frango”.
Falou o entreguista mor, acabou de vender a Copel pra bilionário, 20 bi de renúncia fiscal pra empresa em 2024, subsídio pra empresa de transporte, mais não sei quantos anos de estrada privatizada, etc, etc, etc. Mas é isso, é como o vídeo do Pedro Cardoso sobre a piscina do Faro, esse pessoal não quer mediar, não quer conciliar, querem passar o trator e pronto, é exploração e dilapidação do patrimônio público a favor de interesses privados, se o governador do estado não reconhece mais o judiciário como expoente máximo dessa mediação, então é só barbárie que teremos.