Fala de Zema sobre Nordeste não é “polêmica”. É preconceituosa

Uma ex-colega num outro jornal dizia, só com a câmera desligada, que o problema do Brasil era o Congresso ser dominado por nordestinos. Gente com mentalidade colonial, sabe?

A direita brasileira sempre se incomoda com o nordeste. Normalmente a coisa fica mais velada, mas às vezes alguém deixa escapar uma frase que revela o preconceito. Uma ex-colega num outro jornal dizia, só com a câmera desligada, que o problema do Brasil era o Congresso ser dominado por nordestinos. Gente com mentalidade colonial, sabe?

Agora o governador de Minas, que montou um clube de estados mais ricos junto com Ratinho e outros governadores de direita, no Sul e Sudeste, diz que tem que o Brasil tem que parar de “privilegiar” o Nordeste e o Norte. Que ficar investindo lá é como o agricultor que cuida só da vaquinha que dá pouco leite.

Os jornais estão chamando a declaração de polêmica. Aqui no Plural a gente dá outro nome pra isso. É preconceito que chama. E tem racismo nisso aí também. Ficar chamando o povo nordestino de preguiçoso e privilegiado é algo inaceitável e não tem nada de polêmico, não. Polêmico é dizer que o Tyson jogou mais que o Messi.

O ponto é que a direita perdeu de novo uma eleição no Nordeste e o Zema com sua turma de sapatênis não aguenta mais ver operário no poder. Mas enquanto tiver democracia cada voto vale um, doutor Zema. Se acostume que dói menos.

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