Duas ações judiciais contestando a legalidade da candidatura de Sergio Moro (União Brasil) ao Senado foram protocoladas nesta semana. Ambas dizem que o ex-juiz durante o momento do registro da candidatura tinha domicílio eleitoral em São Paulo, o que tornaria impossível sua candidatura pelo Paraná.
Uma das ações é movida por Luís Henrique Dias da Silva; a outra é assinada por Thiago de Souza Bagatin e Coletivo Ekoa. As duas impugnações agora serão analisadas pela Justiça Eleitoral paranaense. Caso o Tribunal Regional Eleitoral dê razão às contestações, Moro deverá ficar fora das eleições de 2022.
A confusão toda se dá porque Sergio Moro, que sempre morou em Curitiba, decidiu transferir seu domicílio para ser candidato por São Paulo. Foi lá que ele se filiou a seu atual partido político. No entanto, a Justiça decidiu que não havia prova do vínculo do ex-juiz com o estado de São Paulo, e anulou a transferência do título.
Agora, Moro é candidato pelo Paraná. Mas a argumentação das impugnações é que ele também não pode fazer isso, uma vez que no momento exigido pela legislação ele não tinha domicílio eleitoral em Curitiba também – já que estava tentando a transferência para São Paulo.
Moro reagiu tentando intimidar os oponentes. Por meio de seus advogados, informou que vai processar quem contestar sua candidatura por litigância de má fé.

