Depois de se dizer contra Fundão, candidatos da Lava Jato recebem R$ 3,5 milhões

Moro recebeu R$ 2,2 milhões e Deltan já tem R$ 1,3 milhão na conta da campanha

Os dois principais candidatos ligados à Lava Jato no Paraná receberam, somados, R$ 3,5 milhões em verbas do Fundo Eleitoral. Sergio Moro, candidato ao Senado pelo União Brasil, recebeu R$ 2,2 milhões. Deltan Dallagnol (Podemos), candidato a deputado federal, já recebeu R$ 1,3 milhão. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral.

Tanto Moro quanto Deltan, que se apresentam como críticos da “velha política”, criticaram publicamente o valor destinado pelo Congresso Nacional ao Fundo Eleitoral – neste ano, são R$ 5,7 bilhões. No entanto, ao assumirem suas candidaturas, começaram a solicitar repasses dos partidos para poderem se eleger.

Deltan começou fazendo uma “vaquinha” para viabilizar sua candidatura. No entanto, o financiamento coletivo, segundo as informações levadas pelo candidato ao TSE, rendeu apenas R$ 270 mil até o momento. Isso significa cerca de um quinto do que Deltan recebeu do Fundo Eleitoral.

Os dois principais adversários de Moro pela vaga no Senado também receberam dinheiro do Fundão. Alvaro Dias (Podemos) recebeu R$ 4,4 milhões até o momento; já Paulo Martins (PL), ficou com R$ 2 milhões da verba. Ambos foram contra o aumento do Fundão no Congresso: Alvaro chegou a entrar com uma ação contra o aumento, e Paulo Martins votou contra o novo valor.

2 comentários em “Depois de se dizer contra Fundão, candidatos da Lava Jato recebem R$ 3,5 milhões”

  1. Esse Deltan tem q ficar atento com esse dinheiro todo, o cidadão é engenhoso com ” fundos”… Ja o ex juiz, creio q vai separar um pouco do fundo pra campanha de vereador por Curitiba na proxima, agora se a conja ganhar em São Paulo pode virar primeiro conjo naquele estado.

  2. Tudo isso é hipocrisia. Em processo eleitoral, tudo que existe é nefasto para a população, com consequências desastrosas para o desenvolvimento social brasileiro, em especial à classe vulnerável, os mais necessitados. Não deveria haver, principalmente, reeleição, seja qual mandato for. Reeleição e fundo eleitoral, são pragas, infelizmente, perpétuas, pois seus idealizadores e mantenedores, são os próprios políticos, ou seja, não acabam nunca. Essa é a triste realidade.

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