Os dois principais candidatos ligados à Lava Jato no Paraná receberam, somados, R$ 3,5 milhões em verbas do Fundo Eleitoral. Sergio Moro, candidato ao Senado pelo União Brasil, recebeu R$ 2,2 milhões. Deltan Dallagnol (Podemos), candidato a deputado federal, já recebeu R$ 1,3 milhão. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral.
Tanto Moro quanto Deltan, que se apresentam como críticos da “velha política”, criticaram publicamente o valor destinado pelo Congresso Nacional ao Fundo Eleitoral – neste ano, são R$ 5,7 bilhões. No entanto, ao assumirem suas candidaturas, começaram a solicitar repasses dos partidos para poderem se eleger.
Aumentar o fundo eleitoral para 5.7 bilhões de reais é uma decisão errada. Não é apropriado, especialmente neste momento, em que tantos brasileiros passam por enormes dificuldades. Também não se justifica mais essa agressão ao teto de gastos.
— Sergio Moro (@SF_Moro) December 17, 2021
Deltan começou fazendo uma “vaquinha” para viabilizar sua candidatura. No entanto, o financiamento coletivo, segundo as informações levadas pelo candidato ao TSE, rendeu apenas R$ 270 mil até o momento. Isso significa cerca de um quinto do que Deltan recebeu do Fundo Eleitoral.
Enquanto muitos brasileiros passam fome e não têm o que comer, o Congresso derrubou veto do presidente e triplicou os recursos para o Fundo Eleitoral: são R$ 5,7 bilhões para as eleições de 2022. Veja como votou cada deputado no link: https://t.co/kYolKG0QW9
— Deltan Dallagnol (@deltanmd) December 18, 2021
Os dois principais adversários de Moro pela vaga no Senado também receberam dinheiro do Fundão. Alvaro Dias (Podemos) recebeu R$ 4,4 milhões até o momento; já Paulo Martins (PL), ficou com R$ 2 milhões da verba. Ambos foram contra o aumento do Fundão no Congresso: Alvaro chegou a entrar com uma ação contra o aumento, e Paulo Martins votou contra o novo valor.


Esse Deltan tem q ficar atento com esse dinheiro todo, o cidadão é engenhoso com ” fundos”… Ja o ex juiz, creio q vai separar um pouco do fundo pra campanha de vereador por Curitiba na proxima, agora se a conja ganhar em São Paulo pode virar primeiro conjo naquele estado.
Tudo isso é hipocrisia. Em processo eleitoral, tudo que existe é nefasto para a população, com consequências desastrosas para o desenvolvimento social brasileiro, em especial à classe vulnerável, os mais necessitados. Não deveria haver, principalmente, reeleição, seja qual mandato for. Reeleição e fundo eleitoral, são pragas, infelizmente, perpétuas, pois seus idealizadores e mantenedores, são os próprios políticos, ou seja, não acabam nunca. Essa é a triste realidade.