A Câmara de Curitiba aprovou nesta segunda (6) por unanimidade um projeto de lei que aumenta o período de quarentena de servidores públicos da cidade. Depois da aprovação em segundo turno, a proposta será encaminhada para sanção do prefeito. Agora, durante os primeiros 180 dias depois de deixar a Prefeitura, eles não poderão ser proprietários ou assumir cargos de diretor, controlador ou integrar conselho de empresa que faça qualquer contrato com o Município
O projeto, assinado coletivamente pelos 38 vereadores da cidade, teve origem em uma denúncia feita pelo Plural e que acabou levando à perda do cargo pelo então chefe de Gabinete do prefeito Rafael Greca (PSD), João Alfredo Costa. Uma empresa ligada à ex-esposa do secretário prestava serviços para a prefeitura, alugando ambulâncias para o ICS e para o Edifício Delta, uma das unidades da Prefeitura.
O contrato havia sido assinado com a empresa antes de Greca voltar à Prefeitura, em 2017, mas chegou a ser renovado pelo prefeito já com João Alfredo no primeiro escalão municipal. “Seria interessante que qualquer prefeito, daqui para a frente, não precisasse passar por um constrangimento deste tipo”, disse Euler sobre a exoneração João Alfredo Costa Filho da chefia de gabinete de Rafael Greca, quando o projeto de lei começou a ser discutido.

