A Assembleia Legislativa do Paraná deu nesta terça (29) o primeiro passo para que Jair Bolsonaro (PL) seja declarado cidadão honorário do estado. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o projeto, apresentado pelo PL, apesar dos protestos de que o ex-presidente não cumpr os requisitos exigidos pelo regimento interno. Agora, o projeto deve ser discutido pelos 54 deputados em plenário.
Na CCJ, houve apenas três votos contrários à proposta. Além de Requião Filho e Arilson Chiorato, os dois petistas que têm vaga na comissão, o deputado Luís Claudio Romanelli (PSD) também afirmou que Bolsonaro não tem em seu currículo os itens exigidos para receber a honraria. O líder do governo, Hussein Bakri (PSD), teve pelo menos o cuidado de dizer que votava a favor porque nunca se opõe a esse tipo de homenagem.
A defesa de Bolsonaro foi feita principalmente por Missionário Ricardo Arruda (PL), um dos proponentes da ideia, que tem se esmerado em ser o parlamentar mais à direita da Assembleia. Ele disse, por exemplo, que a defesa da tortura feita por Bolsonaro, e lembrada por Chiorato em seu voto, foi “tirada de contexto”. Já o Delegado Jacovós (PL), disse que se Lula, um “ex-presidiário”, pôde receber o título de doutor honoris causa em Coimbra, nada impede que Bolsonaro seja cidadão honorário do Paraná.

