Assembleia diz que arma levada a gabinete por deputado é decorativa

Regimento interno proíbe armas na Assembleia, mas no caso de Tito Barichello seria uma "réplica"

O deputado estadual Tito Barichello (União) é um dos membros da bancada da bala na atual legislatura. Na Assembleia Legislativa, o ex-delegado da Homicídios tem se destacado como um defensor da polícia mesmo quando os policiais matam pessoas – como num caso que vem sendo investigado pelo Gaeco.

Por isso, não seria de espantar que dia desses um estojo de vidro levado para o gabinete do deputado contivesse uma arma (a imagem acima mostra o objeto). Mas há um detalhe: o regimento interno da Assembleia veda a presença de armas nos gabinetes e no plenário.

No entanto, a assessoria do presidente Ademar Traiano (PSD) diz que não há problemas, pois embora pareça uma arma verdadeira, seria na verdade uma réplica em tamanho real. A mensagem que a arma (ainda que seja uma réplica) passa, no entanto, é bem real. Assim como a imagem que enfeita a porta do gabinete do deputado, que se autointitula “Delegado Xerifão”, parece que a ideia é intimidar.

No fim do ano passado, um outro delegado, o deputado Jacovos (PL), disse em um vídeo que ia armado às reuniões da CCJ para forçar os colegas a votar nos projetos de seu interesse. Depois desmentiu, disse que não passou de brincadeira. A Assembleia jura que ninguém entra armado lá. E por enquanto a gente segue acreditando…

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