Copel vai ter de pagar R$ 3,7 bilhões para renovar outorga de usinas

Renovação da concessão é passo importante parta a privatização que Ratinho pretende fazer em outubro

A Copel terá de pagar R$ 3,7 bilhões para manter a outorga de suas principais usinas: Salto Caxias, Foz do Areia e Segredo. O valor foi decidido pelo Ministério de Minas e Energia e saiu no Diário Oficial nesta terça (11). A renovação das concessões é mais um passo para a privatização da Copel, que o governo Ratinho Jr. (PSD) pretende fazer até o fim deste ano.

O valor, curiosamente, é bastante semelhante ao que o governo do Paraná estima que a venda das ações da Copel vá render – chega-se a falar em pouco mais de R$ 4 bilhões, embora isso ainda dependa de vários fatores. Com isso, os novos proprietários da companhia de energia do Paraná terão a garantia de que serão donos também das hidrelétricas por mais 30 anos.

No caso de Foz do Areia, a Copel pediu que a renovação fosse feita sem necessidade de disputa em leilão, e conseguiu o que queria. A concessão já estava acabando e a Copel poderia perder a usina caso esse acordo não ocorresse. A situação das outras duas hidrelétricas é diferente – o prazo de concessão valia por mais dez anos, mas o Paraná preferiu renovar já a outorga para poder incluir as usinas no pacote da venda.

6 comentários em “Copel vai ter de pagar R$ 3,7 bilhões para renovar outorga de usinas”

  1. Privatização por esse preço não paga nem os postes, as torres, e nem os cabos de transmissão instalados pela Copel.
    As hidroelétricas vão de brinde.
    Mas o importante é agradar ux merrcadux, não é mesmo governador?

  2. E o Lewandovski deixou um “ótimo” presente para os paranaenses no seu último dia de trabalho no STF: um acordo entre o desgoverno do estado e o banco Itaú, em que o banco, de forma muito altruísta, receberá apenas 1,7 BIlhão de reais, ao invés da dívida total de 4,5 BIlhões…

    Uma redução de 2,8 BIlhões de reais. Só isso. Que, coincidentemente, é um valor próximo dos 3 BIlhões que o desgoverno estima receber ao entregar o patrimônio construído pelos paranaenses para os milicianos da faria lima.

    1. Prezado, não compreendi o seu comentário. Você, aparentemente foi contra, o desconto concedido, para a quitação da dívida? Você queria que a Copel pagasse o valor integral?

      Eu, ainda não sei, se a privatização será algo bom para os paranaenses, mas vamos lembrar que o estado, não é proprietário de 100% da Copel e que ela tem uma dívida contratada no valor de 9 Bilhões. Saneamento e Energia, são conhecidos por serem setores que requer bastante investimento…. Se o Estado não tem recursos, será um alívio financeiro para os próximos anos. Além disso, convenhamos que será um cabide de empregos a menos, para os governos vindouros.

      1. Bom dia.

        Primeiro: Esta dívida é legítima, sabendo das tramóias que Jaime Lerner aprontou na entrega do Banestado para o Itaú? Por que o mesmo Itaú aceitou um desconto de 62%?

        Segundo: a dívida era com o governo do estado, e não com a Copel. As ações foram dadas pelo governo do estado como garantia dessa dívida duvidosa…

        Terceiro: qual o perfil dessa dívida? É de longo ou curto prazo? Quais os juros? Por que a Copel, que teve os maiores lucros nos últimos anos, não priorizou a quitação dessas dívidas, ao invés de distribuir esse lucro como gordos dividendos? E o estado detém 69% das ações com direito a voto, que é o que importa…

        Quarto: Como eu disse, A Copel teve lucro. Não precisou dinheiro do cofre do estado para mantê-la. E sabemos bem que a decisão de não investir em infraestrutura é muito mais política do que econômica e/ou financeira.

        Quinto: cabide de emprego? Os concursados da Copel são cabide de emprego? Se tem energia elétrica na tua casa, é porque os concursados da Copel trabalham! E muito! E outra: se é para falarmos de cabide de emprego, podemos começar com o atual presidente da Copel, indicado e aliado político do governador e irmão do vice prefeito de Curitiba.

        1. Perfeito, amigo… Corroboramos da mesma ideia. Vamos acabar com esse cabide de empregos… Desse e de todos os demais governos que virão.

          Prezado, a concessionária de energia da minha região, não é a Copel. Hoje, tenho energia, por ter trabalhado para tal, parte da energia que possuo em minha residência rural, advém do meu investimento em placas solares, conquistada com meu árduo trabalho, a parte restante, eu pago, não apenas pelo consumo, como também pela utilização da rede. Justo que os empresários que financiam esse sistema, ganhem algo… Justo também, que os concursados, trabalhem com eficiência e eficácia.

          Corroboramos em inúmeros pontos, amigos….

          Acho que nossa maior divergência, é o calote da dívida.

          Sucesso.

          At.te

          1. Concordamos? Corroboramos em muitos pontos? Onde?

            Olha… Acho que você não entendeu o que eu escrevi, mas deixa para lá.

            Como você disse, a tua concessionária de energia elétrica não é a Copel. A minha é. E assim… É muito fácil ser a favor de medidas que vão contra a vontade popular quando não se é atingido por elas. A população paranaense foi consultada? Teve debates? Analisou-se os prós e contras? Eu acompanho isso desde o começo, e te afirmo com toda a certeza: não teve nada disso! Trata-se, apenas, de atender a vontade do rei rato, servido por uma assembleia que há muito tempo deixou de representar os interesses dos paranaenses.

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