O governador Ratinho Jr. (PSD) afirmou nas redes sociais que no Paraná os professores não gasta mais tempo preparando aula. Segundo ele, uma ferramenta desenvolvida pelo governo permite a preparação da aula “por grupo de trabalho”. “O professor tem hoje, no celular, todas as aulas preparadas por segmento”, afirmou o governador.

O modelo adotado pela Secretaria de Educação do Paraná, evidentemente, passa longe de ser um consenso entre os pedagogos. Para quem entende do riscado, trata-se meramente de mais um modo de ir eliminando a liberdade dos professores e aumentar o controle sobre o que é dito em sala de aula.
Mas além de tudo, a ideia de que preparar aulas (um dos momentos mais importantes do processo educacional) possa ser um “gasto de tempo” e que possa ser substituído por algo pré-moldado por terceiros chega às raias do absurdo. Coisa de quem nunca teve que entrar numa sala de aula, de quem não é do ramo. E ainda cheira a uma tentativa pouco mascarada de diminuir a importância das horas-atividade do pessoal.
Ficou feio demais. E as respostas começaram a aparecer.






Quem já usou essas aulas prontas, sabe o quanto de erros encontramos. Desde os ortográficos e gramaticais até os relacionados aos conteúdos. São materiais com diagramação péssima e conteúdo uniformizado, parece que são todos voltados para a mesma faixa etária.
Próxima etapa é substituir o humano pelo robô.
Pra que professor, né?
Poderíamos substituir o governador.
Há que se chamar o secretário de educação para que explique à sociedade o que o governo do qual faz parte quis dizer com essa “revolução pedagógica”.
Ou seja quer criar mais um rebanho.
Convenhamos governador, onde está com a cabeça, se entende do assunto, vai estudar para depois falar. Uma vergonha o desdém que vc está dando para a educação no estado, tenha a humildade de entregar a pasta para alguém inteligente e que conhece do assunto. Vc não entende nada e está parecendo o Bozo falando.
Muitos professores com vários anos sala de sula de aula abominam esse sistema. Pois as as pessoas que preparam as aulas esquecem que sempre deve haver uma sequência lógica e coerência na ministração da matéria.
Outro problema muito sério é a imposição dos diretores que precisam apresentar resultado e alcançar as metas estabelecidas pela Secretaria de Educação exigem que os professores trabalhem de modo excessivo, aplicando provas, recuperação e inúmeras novas recuperações.
Além disso, através de Conselho de Classe, aprovam alunos que estão reprovados . Isso tudo para mostrar que o sistema adotado pelo Estado apresenta resultados excelentes com divulgação na mídia de que o Paraná tem a melhor Educação do Brasil.
Isso não é verdade. Apenas os números apresentados é que o dizem. Existem alunos no Ensino médio que não sabem interpretar textos simples além de não saberem as operações básicas da matemática.
Para Ratinho, o professor ideal é o que não tem que preparar aula, uma perda de tempo, segundo ele. O professor ideal é aquele que recebe tudo pronto, mastigado, engarrafado….é somente requentar e usar. Um professor assim não precisa ter domínio de turma, domínio dos conteúdos, conhecimentos pedagógicos, nada. Um professor assim também não questiona nada, não reclama de seus baixos salários, não se envolve em política. E como garantia, está aí a escola militarizada, a ordem unida, o cale- se!
Germinando não… ele é uma das cabeças da hidra…
Esse governador, convenhamos, não leva a sério o que uma escola pode fazer.
Ratinho burrinho …
O coisa ruim da pasta da educação foi pra Sâo Paulo dissiminar mais catastrofe na educação lá, mas deixou a semente do mal germinando na cabeça do ex chefe.