Se não fosse por esses moleques abelhudos, a militarização de Ratinho teria ido em frente

Alunos perceberam a armadilha do cívico-militar e derrotaram governador em 15 escolas de Curitiba

O inferno dessa tal de democracia é isso. O governante bola um plano que vai lhe dar votos, vai dar discurso, vai pegar bem na tevê. Claro, vai ser ruim para a meninada, que vai ter as escolas dominadas por ex-policiais militares que não entendem patavinas de educação, mas quem liga? Só que aí vem esses estudantes e os pais, sem falar nos enxeridos dos professores e decidem votar contra. Um absurdo.

Ratinho botou o que pôde na campanha pela militarização. Prometeu mais refeições por dia, uniformes gratuitos, deu entrevistas, colocou a imprensa toda do Paraná (ou quase toda) para falar bem da milicada. No dia da consulta, ainda apareceram uns panfletos marotos falando que os pais deviam votar no cívico-militar para evitar a erotização de suas crianças. Apócrifos, sabe como é… Mas quem mesmo tinha interesse nisso?

Panfletagem em colégio durante consulta da militarização. Foto: TV Quem

A ideia de comprar a gurizada pelo estômago e os pais pelo terrorismo, porém, esbarrou naquele mesmo obstáculo de sempre. O diabo da democracia. A estudantada de 15 colégios de Curitiba deu uma banana para o governador e disse um sonoro não para a volta dos tempos em que os milicos mandavam em tudo.

Se fosse um desenho animado, o processo da consulta pela militarização certamente seria um episódio de Scooby Doo. No final da história, amarrado, Ratinho teria seu rosto revelado debaixo da máscara de uma tia do zap. E exclamaria enfurecido: “Se não fosse por esses moleques abelhudos meu plano teria dado certo”.

Comunidades rejeitam militarização de escolas em Curitiba

4 comentários em “Se não fosse por esses moleques abelhudos, a militarização de Ratinho teria ido em frente”

  1. Eder Paulo Barbosa da Silva

    visão destorcida do sr. Rogerio, que não me parece nem um pouco imparcial em seu ponto de vista. Policial na escola é bom pra colocar ordem, já que muitos alunos não respeitam nem os pais, quem dirá professor. Aprender sobre patriotismo é algo bem positivo ao contrario do que o sr. Rogério tentou pintar em seu texto.

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