E ele sempre ilumina – mesmo quando apagado

Desde sua descoberta, no século 17, o fósforo já serviu para tudo, inclusive para fazer a guerra

Foi na semana passada, no Juvevê, em horário de forte movimento. Ao sacar da prateleira 3 caixinhas de fósforo, a pedido de um cliente, um funcionário meio atrapalhado acabou provocando algo inesperado: a queda, uma enxurrada, de caixas de fósforo. Nada grave, apenas um susto em quem estava por perto, susto logo substituído por discretos sorrisos.

E o inevitável: há quem tenha lembrado que Fiat Lux significa Faça-se luz, Haja Luz.

Voltando ao fósforo: foi uma descoberta de Henning Brand, em 1669, na Alemanha. Ele, o fósforo, caracteriza-se por ser um metal e pertence ao mesmo grupo do nitrogênio na tabela periódica. Não é encontrado isolado na natureza por ser bastante reativo, marcando presença no mineral apatita. Em sua forma pura, consiste em uma substância semitransparente, de consistência mole, semelhante a uma cera e que brilha no escuro. Trata-se de um elemento que sofre oxidação espontânea quando em contato com o ar atmosférico. E apresenta 10 variedades alotrópicas, sendo as mais importantes o branco, vermelho e negro.

Uma “arma” de guerra

Na II Guerra Mundial, por conta das nova$ tecnologia$ do Tio Sam, o isqueiro passou a fazer parte dos acessórios para os soldados que seguiriam para a linha de frente. O objetivo era, sem a frágil caixinha de fósforos, facilitar a prática do fumo, para matar o inimigo estimulando um vício cada vez mais absorvente.

Já no cinema norte-americano, incluindo o faroeste, muitos dos  filmes identificavam os bandidos também  como  fumantes, além de feios e desprezíveis.

– Viver é muito perigoso… porque aprender a viver é o viver mesmo.
Guimarães Rosa

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