Você já deixou de fazer algo que queria muito por medo do que os outros iriam dizer?
Já deixou de colocar algum projeto em prática por medo de fracassar?
Essa reflexão vale tanto para sua vida pessoal, quanto profissional. E as duas perguntas tem muito em comum. Em ambos os casos, paralisamos, pois estamos condicionando nossas atitudes ao olhar do outro.
O medo de não ser aceito e de falhar são universais. Estão ligados a uma necessidade básicas que todos nós, seres humanos, temos: a necessidade de pertencimento. E você há de concordar comigo que, quando você assume as rédeas da situação e se posiciona, você vai sim desagradar alguém.
Qualquer exposição coloca você em evidência. Seja fazer uma palestra, gravar um vídeo, se posicionar de forma contrária ao que a maioria pensa em uma reunião. E sim, quando estamos no centro das atenções, há grandes chances de sermos julgados.
Isso faz com que nosso cérebro entenda que está em situação de ameaça e muitas vezes reagimos como se estivéssemos em perigo eminente: o coração dispara, as pernas ficam bambas, a boca seca…
Contudo, quando prestamos atenção em como esse processo acontece, conseguimos barrar ele de uma maneira assertiva.
Antes de tudo, o ideal é compreender que o medo é a reação de uma psique saudável. É o sinal de que estou experimentando algo novo e desconhecido. Todos, até mesmo os aparentemente seguros e autoconfiantes sentem medo. O que nós podemos fazer é fortalecer nossas estruturas internas para lidar com ele da melhor maneira possível.
Hoje vou compartilhar com vocês duas estratégias para lidar com este sentimento:
Primeiro: avalie o que é real e o que é fantasia. Faça uma lista com os 5 principais riscos que você iria correr se estivesse em evidência. Analise se esses medos fazem sentido e depois pense em estratégias para minimizar o impacto das situações que representam uma ameaça concreta.
Por exemplo:
Problema: Se eu começar a gravar vídeos para as redes sociais e não fizer um bom trabalho, posso perder a credibilidade que já tenho com o meu público.
Plano de ação: buscar treinamentos para melhorar a comunicação, estabelecer uma rotina de treinos, criar uma rede social paralela – sem seguidores – para você postar e se acostumar com a ferramenta.
Segundo: Invista em você. Desenvolva a sua Marca Pessoal, identifique seu estilo de comunicação, seus pontos fortes, qualidades. Respeite quem você é. Tentar imitar outras pessoas só vai te dar mais trabalho e trazer frustrações.
Ah, e aqui vai uma orientação extra: Comece se posicionando aos poucos, primeiramente com as pessoas mais próximas, e ao passo que for se sentindo mais seguro e confiante, busque novas oportunidades de deixar a sua marca no mundo.
Por traz dos nossos maiores medos estão nossos maiores aprendizados. Você merece dar voz a sua própria história! Ninguém fará isso por você.

