Conheça a história da ocupação Povo Sem Medo

Comunidade em Curitiba que abrigava 250 famílias há sete meses foi desmontada em janeiro

Foto: Tami Taketani

Roteiro: Cecília Zarpelon

Início Na madrugada do dia 11 de junho de 2022, um grupo de 400 pessoas do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocupou um terreno no Campo do Santana, em Curitiba.

Foto: Tami Taketani

Segundo o MTST, o terreno de 1,8 hectare, de propriedade da Piemonte Construtora, estava há mais de 40 anos descumprindo a função social da moradia.

Foto: Tami Taketani

A construtora logo entrou com pedido de reintegração de posse e, desde então, as famílias da Povo Sem Medo viviam acompanhadas do receio de que o despejo acontecesse.

Foto: Tami Taketani

Despejo forçado Sete meses depois, em 10 de janeiro deste ano, cumprindo a ordem de reintegração de posse, a Polícia Militar começou a destruir as casas dos moradores.

Foto: Tami Taketani

Sem aviso prévio à comunidade da Povo Sem Medo, a PM fez uma barragem e cercou a ocupação em quase 1 km em todas as entradas. Não deixavam passar nem os próprios moradores, que não conseguiam retirar seus pertences nem buscar familiares que estavam lá.

Foto: Cecília Zarpelon

De acordo a Defensoria Pública, a desocupação foi feita de maneira irregular, já que não teve a presença de defensores para garantir o direito dos moradores. O órgão só foi notificado no final da tarde daquele dia, quando a ação de desocupação já estava avançada.

Foto: Cecília Zarpelon

Atualmente Depois da ação da PM, mais de 150 famílias ficaram sem ter para onde ir. Sem um plano de realocação efetivo por parte da prefeitura de Curitiba, organizações da sociedade civil e entidades, além do MTST, começaram a buscar locais para abrigar as famílias.

Foto: Tami Taketani

Assim, garagens, vans, quartos emprestados e outras cinco ocupações de Curitiba passaram a abrigar temporariamente os moradores da Povo Sem Medo. Segundo a prefeitura, a maior parte dos moradores teria optado por ir a residências de familiares ou pessoas de referência.

Foto: Tami Taketani

Neste momento, o MTST aguarda retorno da prefeitura sobre um pedido de cessão de casas populares com a cobrança de um aluguel social para as famílias da Povo Sem Medo.

Foto: Tami Taketani

Leia a cobertura completa sobre a ocupação Povo Sem Medo no Plural

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