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A doméstica que quis enfrentar Hitler

Laudelina de Campos Melo nasceu neta de escravos em Minas Gerais em 1904. Embora não houvesse mais escravidão, sua mãe tinha sido dada para os donos da fazenda. E Laudelina desde cedo ajudava no trabalho duro.

Nos anos 1930, trabalhando como empregada doméstica, foi a criadora da primeira associação de defesa das domésticas do país.

A associação foi fechada por ordem do governo Getulio Vargas. Décadas mais tarde, porém, daria origem ao primeiro sindicato de domésticas do Brasil.

Quando o Brasil entrou na Segunda Guerra contra a Alemanha, Laudelina soube que Hitler era racista e fez questão de se alistar. Entrou para um dos raros batalhões de mulheres do país.

As mulheres não foram para o front. Mas depois do treinamento, Laudelina acabou descobrindo um espião alemão no Brasil. Ele usava o cemitério para fazer sinais para navios do Reich.

Laudelina também lutou contra o racismo no Brasil, fazendo campanhas para que os jornais deixassem de anunciar que as vagas de emprego davam preferência para brancos.

Em 2020, Laudelina ficou mais conhecida quando o Google fez uma homenagem a ela na sua página principal.

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Reportagem e roteiro: Rogerio Galindo