O primeiro TEDx Prado Velho ED aconteceu nesse sábado (11), em Curitiba. O evento idealizado por Diogo Rodrigues, que dividiu a organização da empreitada com Kate Moraes, contou 11 palestrantes que prenderam a atenção do público até o final da programação com foco na Educação.
O time mostrou que o “Plano de Voo” pode ser traçado de diferentes formas, mas que também é preciso manter os olhos abertos, para aprender com as experiências do dia a dia, e a mente atenta, para reconhecer os insights ao longo do caminho.
Entre o nervosismo por estar no “tapete vermelho” que marca quase um alvo no centro do palco, e a segurança de quem tem uma história genuína para compartilhar, cada speaker que subiu ao palco deixou um pouco de si para motivar aos presentes. E a missão parece ter sido cumprida com êxito.
Emoção
A segunda metade da programação do TEDx Prado Velho ED começou com Mônica Berlitz contando algo que quase parece enredo de ficção. Ela falou como nasceu e cresceu o Clube da Alice, a comunidade que surgiu no Facebook e mudou a vida de muitas mulheres no mundo real. Em seguida, a emoção foi crescendo. A bailarina e fisioterapeuta Silvia Rodrigues contou como aprendeu ao ensinar dança e como motivou seus alunos e pacientes com deficiência; o que foi vital para ela mesma se motivar a seguir na luta pela vida diante de um câncer.
Surpresa
Ainda teve Bernardo Pasquali, da Jovem Dionísio, surpreendendo com sua eloquência misturada com a simpatia de quem não se assusta com a presença de plateia. Também surpreendente foi conhecer o caminho que levou o músico com sua banda até a decolagem supersônica de “Acorda Pedrinho” e tudo o que mudou no curso da vida deles desde então.
Representatividade no TEDx
Os pontos fortes da segunda parte da tarde, sem dúvida, foram as participações de Giovana Madalosso, de Jorge Samuel (Salve Samuca) e de Fábio Marx. O relato da primeira nessa trinca mostrou que a autora de “A Teta Racional” (entre outros livros) tem autoridade para falar pelo feminismo, pois precisou enfrentar o patriarcado para se bancar como escritora, como autora mulher. Contudo o ponto alto foi quando Giovana deixou claro que é o status da escrita como reservado a “eleitos” que precisa ser derrubado: “É a potência das diferentes narrativas, das diferentes vozes, que pode mudar o mundo”.
As outras duas falas, também com relatos fortes ligados à representatividade, receberam aplausos de pé de todos os presentes. ‘Samuca’ chegou com a criatividade de um multiartista e contou sobre sua trajetória improvável, de como um jovem negro de Teresópolis, filho de manicure, entrou pela porta da frente na sede das Nações Unidas. Sobre o caminho que levou o até lá, ele destacou a importância do hip-hop e do funk – movimentos culturais onde o negro é retratado em posição de poder, e não de subalterno.
Finalmente, Fábio Marx falou de coisas tristes e superação com muito bom humor. Ele – um arquiteto negro e gay, que sobreviveu a altas doses preconceitos – contou sobre a fama conquistada nas redes com uma personagem construída como um mosaico, reunindo características de quem o menosprezou. Ela, “Sheyla Christina”, o levou até o autoconhecimento com um riso irônico e cheio de orgulho. Foi esse riso inconfundível de ‘Shey’ que encerrou as palestras do TEDx Prado Velho ED.
Segundo a organização do evento, as palestras ficarão disponíveis no YouTube. Clique aqui para outras informações.



